Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

'Direita faz tentativa de homicídio', diz Stédile

Coordenador do MST participou de passeata pela Petrobrás junto a CUT, estudantes e outros movimentos sociais na capital fluminense

Clarissa Thomé, Felipe Werneck e Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2015 | 16h20

Rio - O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Pedro Stédile, disse nesta sexta-feira, 13, que "a direita está fazendo tentativa de homicídio pelas redes sociais". Ele se referiu à montagem com sua foto que está circulando pelo Facebook como um cartaz de "procurado", que oferece "recompensa" de R$ 10 mil a quem capturá-lo "vivo ou morto". "Eu peço providências ao secretário de Segurança para garantir não só a minha vida, mas de todos os militantes sociais. O que estão fazendo é uma tentativa de homicídio pelas redes sociais". 

Ele participou de uma passeata entre a Candelária e a Cinelândia, à frente de trabalhadores rurais que vieram no Norte Fluminense e de São Paulo. No momento, a Cinelândia está tomada pelos manifestantes e discursos estão sendo feitos no carro de som.

Stédile disse ainda que o MST está "feliz por participar de uma jornada cívica" ao lado da CUT, de petroleiros e de estudantes, em defesa da Petrobrás. "É preciso defender a Petrobrás. Quem roubou que vá para a cadeia. Não tem nada de delação premiada. Pobre vai pra cadeia!" O ativista afirmou que o petróleo é a "última riqueza que é de todo o povo". Ele pediu ainda mudanças na política econômica. "Não aceitaremos os ajustes que firam o direito do trabalhador."


A PM acompanha o ato, do qual fazem parte estudantes, metalúrgicos, enfermeiros, bancários, entre outras categorias. Ativistas do Levante Popular da Juventude, vestidos de preto, também participam. "Estamos aqui para defender a legalidade de um governo eleito legitimamente. O ato de domingo me parece desespero de quem perdeu a eleição", disse a estudante Carol Dias, de 25 anos. 

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