Direção do PT mantém distância de condenados

Temendo a contaminação eleitoral do julgamento do mensalão nas campanhas de 2014, a cúpula do PT optou por manter distância dos ex-dirigentes do partido que podem ser presos na próxima semana. Nenhum tipo de desagravo público foi articulado pela legenda.

PEDRO VENCESLAU, Agência Estado

15 de novembro de 2013 | 09h13

Ao longo da tarde de ontem, o site do PT ignorou o julgamento. "Não podemos entrar nessa polêmica agora. Não há espaço para isso", diz um integrante da executiva petista. O advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador jurídico do PT, foi ontem um dos poucos porta-vozes do partido escalados para criticar a decisão do STF de executar as penas imediatamente. "Joaquim Barbosa quer pavimentar seu caminho político", afirmou.

A decisão de ignorar o mensalão foi criticada pelas correntes petistas minoritárias. "Acho equivocada a postura da direção do partido de virar a página. A acusação (do STF) não é contra pessoas, mas contra o PT", disse Markus Sokol, que disputou o Processo de Eleições Diretas (PED) pela corrente O Trabalho. "O PT deve protestar por essa decisão do STF, mas também temos que respeitar a decisão", diz o deputado Paulo Teixeira (SP), secretário-geral do PT e integrante da tendência Mensagem ao Partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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