Dirceu tem vaga garantida, mas diz que não volta à direção partidária

Ao mesmo tempo em que pressionam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liberar seu chefe de gabinete Gilberto Carvalho para presidir o PT, setores da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) querem que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu volte à direção partidária, da qual se afastou pouco após o escândalo do mensalão. Os mais entusiasmados falam até em lançá-lo para presidente do PT, mas a tese predominante é a de que ele poderia ocupar uma vaga no Diretório Nacional da sigla. O retorno de Dirceu poderia ocorrer na eleição interna agendada para novembro. Membros da CNB garantem que a vaga dele na chapa da corrente está reservada. Seu retorno, afirmam, é " fundamental" para ajudar o PT a encarar uma eleição para o Planalto sem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato. O ex-ministro, entretanto, diz que não volta. "Não vou voltar ao diretório do partido. Em nenhum posto", afirma. "Já dei minha contribuição como dirigente na direção estadual paulista e na direção nacional." Alguns apoiadores dizem que Dirceu "faz charme" e deve aceitar a vaga. De qualquer forma, é consenso que seu espaço na chapa está garantido. "O PT não pode abrir mão de um quadro como Dirceu na direção", diz o tesoureiro do partido, Paulo Ferreira. O deputado João Paulo Cunha (SP) engrossa o coro: "É um bom nome para o Diretório Nacional".A volta de Dirceu apenas daria caráter formal à função de articulador que ele continua exercendo nos bastidores. Mas o retorno pode reabrir uma polêmica iniciada na crise do mensalão. Na época, Dirceu travou uma queda de braço pública com o então presidente interino do PT, Tarso Genro, que cobrou a retirada de seu nome da chapa do Campo Majoritário - hoje CNB. Tarso acabou fora da disputa. Dirceu ficou na chapa, mas apenas como suplente.

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