Claudio Kahns
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Dirceu reúne amigos para assistir à sessão que poderia encerrar processo

Cerca de 50 pessoas estiveram ao lado do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) na sessão que poderia ter posto fim ao julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal

Isadora Peron, Márcio Fernandes e Fausto Macedo, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2013 | 18h51

Acompanhado por cerca de 50 pessoas, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) assistiu à sessão que poderia ter sido a última do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal em um telão que foi instalado no salão de festas do prédio onde reside o irmão, Luiz, na Rua Estado de Israel, na Vila Mariana.

Vários amigos e velhos militantes do PT compareceram para prestar solidariedade ao ex-ministro, condenado a 10 anos e 10 meses de prisão. Um dos amigos trouxe um bolo, no formato de coração. O escritor Fernando Morais, um dos presentes, disse que o encontro começou a ser organizado na quarta-feira, 4, para dar apoio a Dirceu.

Para o cineasta Luiz Carlos Barreto, o clima entre os presentes não era de velório, mas todos estavam apreensivos com a possibilidade de a prisão do ex-ministro ser decretada nesta quinta-feira, 5. "O clima não é de velorio, apesar de estarmos assistindo a um assassinato político e não a um julgamento", afirmou.

Petistas como o ex-prefeito de Osasco Emidio de Souza e o deputado estadual Adriano Diogo estiveram presentes. Integrantes da Juventude do PT também vieram ao ato de apoio. As duas filhas do ex-ministro acompanharam o pai. "Ele está firme como uma rocha", afirmou o blogueiro Eduardo Guimarães, um dos convidados para a reunião. Segundo ele, Dirceu está calmo e enfrenta com serenidade o fato de poder ir para a prisão.

Dirceu recebeu telefonema do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que está na cidade de Belém (PA), em campanha pela reeleição no partido. Falcão transmitiu ao ex-ministro sua solidariedade e disse que, se estivesse em São Paulo, também teria ido ao prédio da Rua Estado de Israel.

Adiamento. A conclusão do julgamento da ação penal 470 (mensalão) poderia ter acontecido nesta quinta-feira, 5, se o Supremo tivesse rejeitado os embargos infringentes apresentado pelas defesas dos réus. A hipotética aceitação dos embargos infringentes pode levar a novos julgamentos 12 dos 25 condenados, entre eles Dirceu.

Assim que o STF começou o julgamento desses embargos, todos que estavam do lado de fora de salão de festas entraram para acompanhar o voto do relator, ministro Joaquim Barbosa. No entanto, a sessão foi suspensa e o julgamento será retomado para a próxima quarta-feira.

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