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Dirceu responde a crítica de Alckmin

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, reagiu a afirmação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que, em entrevista publicada no domingo pelo Estado, disse que há "motivação política" nas invasões de terras. "A entrevista do governador vai e vem, é muito sinuosa, e pode-se tirar (dela) muitas interpretações. Como os tucanos (PSDB) governam São Paulo há 20 anos, e a questão (fundiária) do Pontal de Paranapanema (SP) existe desde 1982, fica difícil transferir a responsabilidade dessa questão para o governo federal", afirmou o ministro, em entrevista ao sair da reunião da Executiva Nacional do PT. O ministro fez a ressalva de que, dos 20 anos, durante dois anos São Paulo foi administrado pelo PMDB do então governador Franco Montoro (que depois seria um dos fundadores do PSDB) e por quatro anos o governador foi o então peemedebista Luiz Antonio Fleury Filho. O ministro destacou, porém, que o governo federal é "solidário" com São Paulo nas busca de soluções para o Pontal e também para o problema da ocupação de um terreno da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), por dezenas de famílias de sem-teto. "Mas nós não podemos fazer luta política partidária e eleitoral desses temas", afirmou o ministro. Ele enfatizou que a disposição do governo federal é a de trabalhar em conjunto com os governos dos Estados e com as prefeituras para resolver questões que considera "sociais e políticas ao mesmo tempo".RecursosAo comentar o problema das ocupações de terrenos em São Paulo, Dirceu disse que o Estado de São Paulo conta com 1% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) desde o governo de Orestes Quércia (PMDB) e, portanto, tem "recursos e instrumentos para investir na capital e na Grande São Paulo". Ele disse que a Caixa Econômica Federal acaba de transferir recursos para São Paulo na área de habitação. Segundo o ministro, o problema da ocupação de um terreno da Volkswagen por famílias de sem-teto, em São Bernardo do Campo (SP), é de reintegração de posse. "O terreno é da Volks, e a Justiça suspendeu a reintegração. Está-se buscando uma negociação para se impedir qualquer incidente no caso de uma reintegração com a força policial, e o governador Geraldo Alckmin está participando disso". Dirceu afirmou que o governo federal "não tem que fazer avaliação" do problema criado pela ocupação do terreno em São Bernardo.

Agencia Estado,

29 de julho de 2003 | 15h57

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