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Dirceu nega ser presença incômoda para governo Dilma

Deputado cassado afirmou só incomoda os adversários do PT

Denise Madueño, da Agência Estado

19 de novembro de 2010 | 15h17

BRASÍLIA - A reunião do Diretório do PT trouxe à cena nesta sexta-feira, 19, o ex-ministro José Dirceu. O deputado cassado, integrante do diretório, acompanhou o discurso da presidente eleita, Dilma Rousseff, na reunião pela manhã dos petistas e negou ser uma presença "incômoda" para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do futuro governo da presidente eleita. "Só sou incômodo para os adversários do PT e do governo", disse. Sobre a eventualidade de vir a integrar o governo, Dirceu repetiu: "Não devo, não quero e não posso".

 

O ex-ministro não quis se comprometer com comentários sobre a permanência de Guido Mantega no Ministério da Fazenda. "Na hora que anunciar, eu faço comentários. Acho ele excelente ministro da Fazenda. Ele teve papel fundamental no governo Lula", disse. Assim como elogiou Mantega, Dirceu foi também genérico com o ex-ministro Antonio Palocci. "Palocci foi excelente ministro da Fazenda e tem história para ocupar qualquer cargo no governo", disse. Nos bastidores, Dirceu é apontado como figura que procura minar Palocci para tirar a força do ex-ministro junto à futura presidente.

 

Dirceu considerou superada a crise do PT com o PMDB, que anunciou a criação do blocão para isolar o PT na disputa pelas presidências do Legislativo e pressionar Dilma por mais espaço no ministério. "O PT e o PMDB são condenados a se entender e a governarem juntos", disse.

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