Dirceu nega ser 'incômodo' no governo Lula e no próximo

A reunião do Diretório Nacional do PT trouxe à cena hoje o ex-ministro José Dirceu. O deputado cassado, integrante do diretório, acompanhou o discurso da presidente eleita, Dilma Rousseff, no encontro dos petistas e negou ser uma presença "incômoda" para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o futuro governo da presidente eleita. "Só sou incômodo para os adversários do PT e do governo", disse. Sobre a eventualidade de vir a integrar o futuro governo, Dirceu repetiu: "Não devo, não quero e não posso".

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

19 de novembro de 2010 | 15h28

O ex-ministro não quis se comprometer com comentários sobre a permanência de Guido Mantega no Ministério da Fazenda. "Na hora que anunciar, eu faço comentários. Acho ele excelente ministro da Fazenda. Ele teve papel fundamental no governo Lula", afirmou. Assim como com Mantega, Dirceu foi também genérico com o deputado federal e ex-ministro Antonio Palocci. "Palocci foi excelente ministro da Fazenda e tem história para ocupar qualquer cargo no governo", disse. Nos bastidores, Dirceu é apontado como figura que procura minar Palocci para tirar a força do ex-ministro junto à futura presidente.

Dirceu considerou superada a crise do PT com o PMDB, que anunciou a criação do blocão para isolar o PT na disputa pelas presidências do Legislativo e pressionar Dilma por mais espaço no ministério. "O PT e o PMDB são condenados a se entender e a governarem juntos", afirmou.

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