Dirceu nega recuo na previdência e pede patriotismo ao mercado

O ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse hoje que "não há perigo de recuo do governo na condução da reforma da Previdência". Ele não deu importância à reação negativa do mercado financeiro diante da possibilidade de mudanças na proposta original, mas cobrou patriotismo. "É preciso da parte dos investidores, empresários e do sistema bancário uma iniciativa patriótica de redução dos juros", afirmou.O ministro disse que o governo prosseguirá nas negociações da reforma da Previdência, mas que elas dirão respeito apenas aos atuais servidores e não para os futuros. "O presidente Lula já me solicitou que transmitisse ao País que não abre mão dos princípios da reforma, já que não poderá haver só para uma categoria direitos não extensivos a todas." Segundo ele, a margem de negociação está relacionada à aposentadoria integral dos atuais servidores públicos. Dirceu disse que o PT há muito tempo defende o sistema único de Previdência, com teto estabelecido e previdência complementar. "Pedir ao servidor público que trabalhe mais sete anos na situação do Brasil de hoje não me parece absurdo ou despropósito", afirmou ele, que participou de uma reunião em uma universidade no Rio.

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