Dirceu nega envolvimento de assessor com máfia do jogo

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, negou envolvimento de seu assessor parlamentar, Waldomiro Diniz, em denúncias de desvio de recursos da Loterj e envolvimento com a máfia do jogo clandestino, segundo reportagem publicada pela revista Isto É, na edição que já está nas bancas. "Da nossa parte do governo, nós somos os maiores interessados na investigação porque na matéria não há nada que comprove nenhuma irregularidade, nenhum ilícito. São acusações", afirmou. José Dirceu disse que conversou com o ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, sobre o assunto.Ele afirmou que Waldomiro é uma pessoa de sua confiança e que não há provas ou indício. "Não há nada que o desabone. Não é verdade que tenha alguma acusação comprovada contra ele na loteria. É preciso não condenar ninguém antes da justiça, e ele está à disposição do Congresso. Nós queremos que o TCU ( Tribunal de Contas da União) investigue o contrato citado e a Polícia Federal e o Ministério Público também", completou.Na reportagem da revista Isto É, as acusações atingem também o filho do governador do Ceará, deputado Leonardo Ancântara (PSDB-CE), que é presidente da Comissão de Economia, Comércio e Turismo da Câmara Legislativa do seu Estado. De acordo com a matéria, mediante escuta telefônica autorizada pela justiça, com base em solicitação do Ministério Público, "Leozinho", como é chamado, foi fisgado como integrante do esquema de jogo clandestino via máquinas caça-níqueis.

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