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Dirceu, Genoino e mais sete presos em Minas são transferidos para Brasília

Avião da Polícia Federal pegou o ex-ministro e o ex-presidente do PT em São Paulo e seguiu para Belo Horizonte

Fausto Macedo e Fernando Gallo, de O Estado de S. Paulo,

16 de novembro de 2013 | 09h29

Atualizado às 17h50.

SÃO PAULO - Os ex-presidentes do PT José Dirceu e José Genoino, presos desde sexta-feira, 15, na sede da superintendência da Policia Federal em São Paulo, na Lapa, zona oeste, deixaram as dependências da PF às 12h55 em direção ao Aeroporto de Congonhas, onde embarcaram para Brasília com escala em Belo Horizonte, para buscar os sete mineiros presos. O avião chegou à capital federal às 17h50.

Em Brasília, Dirceu, Genoino e outro sete se apresentarão ao juiz da Vara de Execução Penal, que estabelecerá a jurisdição do cumprimento da pena e o regime. Ambos estão condenados ao regime semiaberto - Dirceu ainda pode ser condenado ao regime fechado. Já estão na capital federal o ex-tesoureiro Delúbio Soares e Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL (atual PR).

O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu nessa sexta-feira mandados de prisão contra 12 condenados no processo do mensalão. Logo após a expedição ser encaminhada à Polícia Federal por ordem do presidente do STF, Joaquim Barbosa, dez dos condenados se entregaram espontaneamente: além de Dirceu e Genoino, se apresentaram o operador do mensalão, empresário Marcos Valério, a ex-diretora da SMP&B Simone Vasconcelos, o publicitário Cristiano Paz, a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabelo, o ex-deputado federal pelo PTB-MG Romeu Queiroz, o ex-sócio de Marcos Valério Ramon Hollerbach, o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas e o ex-vice presidente do Banco Rural José Roberto Salgado. 

No fim da manhã deste sábado, o ex-tesoureiro Delúbio Soares se apresentou em Brasília. O único dos que tiveram o mandado de prisão expedido a não se entregar foi o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que fugiu para a Itália.

Os sete mineiros envolvidos no mensalão passaram a noite em duas celas. Os cinco homens detidos em Minas Gerais, entre os quais Marcos Valério, dividiram uma única sela, sem banheiro. Já Kátia Rabelo e Simone Vasconcelos ocuparam outro espaço, com direito a banheiro privativo. Antes de seguirem para Brasília, os sete presos passaram por exame de corpo de delito.

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