Dirceu evita clima de festa

O ex-ministro José Dirceu quer evitar clima de festa durante a transmissão da análise dos embargos infringentes no Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira, 12. Caso os embargos infringentes sejam aprovados pela maioria dos ministros, o julgamento de Dirceu e de mais onze condenados no processo do mensalão pode ser reaberto, o que abriria caminho para uma possível redução de pena. Dirceu foi condenado a dez anos e dez meses de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha.

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2013 | 16h10

São esperados nesta tarde no apartamento de Dirceu na Vila Mariana pelo menos dez convidados, que acompanharão a transmissão da sessão do STF pela TV Justiça. O grupo deve ser o mesmo que passou a tarde dessa quarta-feira, 11, com o ministro. Entre eles, estão Rodrigo Dall'Acqua, advogado de Dirceu, Marco Aurélio Carvalho, coordenador jurídico do PT, o jornalista Breno Altman e a cineasta Tata Amaral, que está produzindo um documentário sobre os bastidores da vida do ex-ministro durante a reta final do julgamento, mais alguns assessores.

O filho de Dirceu, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), deve chegar de Brasília no meio da tarde e se juntar ao grupo.

Na última quinta-feira, 5, o ex-ministro transformou a transmissão do julgamento em um ato de desagravo, quando reuniu cerca de 50 pessoas, entre amigos, artistas, intelectuais e políticos para assistir à sessão em um telão instalado no salão de festas de seu prédio.

Segundo interlocutores de Dirceu, ele só vai se pronunciar caso não sejam aprovados os embargos infringentes. Os seus advogados querem evitar entrevistas e declarações até o encerramento para não criar um clima de confronto com o Supremo Tribunal Federal.

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