Dirceu e Genoíno saem em defesa do mínimo de R$ 260

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e o presidente do PT, José Genoino, saíram em defesa da decisão do governo de fixar o salário mínimo em R$ 260, logo após a missa em celebração ao Dia do Trabalho em que o presidente Luís Inácio Lula da Silva evitou fazer comentários. "A decisão é do presidente da República. Todos nós apoiamos. Eu, particularmente, apoio, defendo e sustento", disse o ministro ao ser indagado sobre quem defendia no governo este valor. "É o que foi possível fazer neste momento", afirmou José Dirceu. Segundo Dirceu, "o farol" que norteou a fixação do mínimo foi a retomada do investimento que permitirá o crescimento. "Vamos trabalhar para melhorar o valor do salário mínimo em 2005", disse.No mesmo tom, o presidente do PT disse que o salário mínimo em R$ 260 era o possível "dentro da realidade financeira e das contas públicas" do País neste momento. "O nosso compromisso é manter a economia em condições de crescer para resolver o maior problema deste País que é o desemprego", disse Genoino.Ao ser indagado se estava constrangido com as duras críticas da CNBB à atual política econômica, Genoino negou. "Pelo contrário, quem governa tem de ouvir as críticas. Esse é o jeito democrático do PT governar. Não ficamos constrangidos. Faz parte da nossa tarefa de governar democraticamente o País", afirmou. Sobre a promessa do presidente Lula de prestar contas anualmente de seu governo durante a missa do Dia do Trabalho, desconversou: "Ele falou dos objetivos dele como presidente da República. Nós temos confiança de que as mudanças, que o presidente está realizando, vão oferecer resultados significativos para o provo brasileiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.