Dirceu diz que oposição no País está em estado terminal

Para ele, partidos da oposição trabalham para desestabilizar a atual administração petista

Daiene Cardoso, de Agência Estado

17 de novembro de 2011 | 21h54

O ex-ministro chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu afirmou na noite desta quinta-feira, 17, em discurso para cerca de 450 sindicalistas, que a oposição está "em estado terminal e sem discurso" e que os partidos contrários ao governo Dilma criam, ainda, um clima para desestabilizar a atual administração petista. "O DEM está praticamente em estado terminal e o PSDB está profundamente dividido. A oposição não tem eco na sociedade", afirmou o ex-ministro da Casa Civil, no discurso de abertura do VII Congresso dos Metalúrgicos do ABC.

No discurso, Dirceu rebateu também as afirmações do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, em Washington, de que a presidente Dilma Rousseff está tendo agora que desmontar um esquema de corrupção criado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A corrupção na administração pública, no Estado, no governo não significa corrupção do governo, da presidente ou do partido. Isso é preciso provar e comprovar", frisou.

Em seu pronunciamento de cerca de 40 minutos, o deputado cassado citou que as mobilizações no País contra a corrupção fazem parte da agenda petista. E afirmou que o fim das votações secretas no Congresso, a aplicação da Lei da Ficha Limpa e a garantia de plenos poderes para o Conselho Nacional de Justiça são bandeiras do PT. "Essa agenda (anticorrupção) também é nessa agenda."

Ainda no discurso que proferiu, o ex-ministro acusou a imprensa, em geral, de estar a serviço da oposição. "O PT se consolidou (no governo), apesar do ataque e da guerra que fizeram contra o partido em 2005 e 2009 e da tentativa de desestabilizar e de dar um golpe a partir da crise de 2005", disse Dirceu, réu no processo conhecido como "Mensalão".

Os sindicalistas pretendiam fazer nesta noite uma homenagem ao ex-presidente Lula, usando máscaras que seriam compradas na Escola de Samba Gaviões da Fiel, retratando Lula. De acordo com a assessoria de imprensa do sindicato, porém, a homenagem não pôde ser feita porque as 12 mil máscaras produzidas pela escola já haviam sido distribuídas para a torcida corintiana, que deverá usá-las no jogo do próximo domingo. Após o discurso, o ex-ministro evitou a imprensa e deixou o evento sem dar entrevista.

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