Dirceu diz que não leva desaforo para casa em campanha eleitoral

O ministro da Casa Civil, José Dirceu, em conversa com candidatos a prefeito e a vereador do ABC paulista, em São Caetano do Sul, disse que "não se deve baixar a cabeça e nem levar desaforo para casa", e salientou que ele mesmo, durante a campanha, não fugirá à briga, "se for provocado". Após este encontro, Dirceu seguiu para o Congresso dos Metalúrgicos e convocou a militância petista a "não baixar a cabeça e não levar desaforo para casa". "Não quero eleição com baixaria, mas se me chamarem para a briga vão ter briga", alertou. Dirceu confirmou que na segunda-feira haverá em Brasília uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma avaliação dos primeiros 18 meses de governo. Todos os ministros participarão. Antecipando esta avaliação, ele disse que o PT não pode ser confundido com o governo porque "amanhã poderá deixar de ser".O ministro da Casa Civil criticou o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, considerando "um absurdo" chamarem a atual administração federal de incompetente e acusou: "Quem eles são? Eles são o governo que fizeram o apagão, que diziam que as questões sociais não passavam de masturbação sociológica. Foram eles que sucatearam a infra-estrutura do País". O ministro disse que "o governo tucano foi o responsável pela deterioração de vários setores da economia nacional" e que no governo Lula "o País avançou mais do que nos últimos 10 anos". Dirceu garantiu que no atual governo não se admite corrupção e que a política econômica do ministro da Fazenda, Antonio Palocci está correta, pois é preciso que a queda dos juros seja gradual. Ele entende que os 3,5% previstos para o crescimento em 2004 seja "ineficiente", e que os juros têm que cair para que haja o desenvolvimento e que isto "está sendo buscado e feito pelo governo".Dirceu defendeu ainda que a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalurgicos da CUT mantenham uma postura independente ao governo petista, e que façam suas reivindicações, "mesmo que tenham que paralisar suas atividades em uma greve".

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