Dirceu dispensa amigos em dia de sessão decisiva para réus do mensalão

Ministro Celso de Mello concluirá votação sobre admissão ou não de recursos que podem dar direito a novo julgamento a 12 dos 25 condenados

Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2013 | 15h04

São Paulo - O ex-ministro José Dirceu preferiu assistir à sessão que deve decidir o futuro dos réus do mensalão, nesta quarta-feira, 18, apenas na companhia de um pequeno grupo de assessores, em seu apartamento na Vila Mariana, região sul da capital paulista, de acordo com informações de seus auxiliares. O Supremo Tribunal Federal (STF) conclui nesta quarta se aceita ou não dos embargos infringentes. Caberá ao ministro Celso de Mello desempatar a votação.

 

A admissão dos recursos dará direito a um novo julgamento a 12 dos 25 condenados. Neste grupo estão, além de Dirceu, os deputados federais petistas João Paulo Cunha e José Genoino. O ex-ministro não pretende se pronunciar, nem por meio de nota, caso os infringentes sejam acolhidos pela Corte. O advogado de Dirceu, José Luis de Oliveira Lima, vai falar com os jornalistas no fim do dia, em Brasília. O ex-ministro foi condenado a 10 anos e 10 meses. Caso o recurso seja aceito, ele poderá pedir revisão da condenação por formação de quadrilha.

 

Na primeira sessão de análise dos embargos infringentes, Dirceu reuniu cerca de 50 amigos para assistir à transmissão, no salão de festas do seu prédio. Até aquele momento, o petista dava como certa sua prisão. Depois das leituras dos primeiros votos dos ministros, Dirceu passou a ficar mais otimista e então decidiu se recolher e evitar qualquer tipo de exposição para não acirrar os ânimos no STF.

 

O ministro fechou a janela da sala de seu apartamento para evitar registro de imagens, como as divulgadas na semana passada, quando fotógrafos flagraram até a reação do ministro durante a sessão da Corte.

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