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Dirceu discute previdência com governadores e líderes

As intensas negociações previstas para hoje podem definir o rumo da reforma da Previdência. A expectativa é de que, ao final do dia, fique claro se o governo está do lado dos governadores, reafirmando o conteúdo de sua proposta original, ou se prefere deixar que o Congresso modifique o texto. À tarde, cinco governadores vão para uma reunião no Palácio do Planalto com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, dispostos a defender a proposta original do Executivo, com o respaldo dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, no Exterior, voltou a defender a reforma tal como enviada ao Congresso. Estará com Dirceu a comissão de governadores formada por Aécio Neves (PSDB-MG), Germano Rigotto (PMDB-RS), Vilma Faria (PSB-RN), Eduardo Braga (PL-AM) e Marconi Perilo (PSDB-GO). No café da manhã, os líderes aliados se reúnem com Dirceu na casa do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e insistem na manutenção da aposentadoria integral para os atuais servidores públicos. O próprio relator da reforma, José Pimentel (PT-CE), já deixou claro que essa deve ser a principal novidade de seu parecer, a ser apresentado amanhã.Os líderes não estão dispostos a ceder na questão da integralidade e vão repassar aos governo a pressão que estão recebendo dos parlamentares. Cresceu na Câmara a insatisfação nas diferentes bancadas a respeito da posição dos governadores. Deputados ameaçam deixar os governadores sozinhos na discussão se estes insistirem em ditar regras na reforma. Não foi à toa que o vice-líder do governo deputado Professor Luizinho (PT-SP), um dos fiéis defensores do Palácio do Planalto, subiu ontem o tom das declarações. "Todo mundo fala grosso. Agora, quem escreve e vota é o Parlamento. Vamos ouvir os governadores, mas isso não significa parar o papel do Legislativo", disse.

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