Dirceu descarta adiamento de relatório da Previdência

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou hoje que o relatório da reforma da Previdência será lido amanhã na comissão especial, às 11h, e que não há hipótese de adiamento. O ministro disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é que dará a última palavra na questão da paridade para os servidores inativos.Segundo Dirceu, o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, lhe garantiu hoje, em Brasília, que os governadores da região Sul e do Mato Grosso do Sul concordam com a proposta de manutenção da integralidade e da paridade para os atuais servidores públicos. O ministro vai conversar com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para saber a opinião dos governadores do Sudeste, e até à noite conversará com os governadores do Amazonas, Eduardo Braga, de Goiás, Marconi Perillo, e do Rio Grande do Norte, Vilma de Faria (RN), para saber o resultado das consultas aos governadores do Norte, Centro-Oeste e Nordeste.CUTDirceu disse também que Lula é que vai decidir se aceitará ou não as propostas da CUT de alteração do texto de reforma previdenciária, aumentando de R$ 2,4 mil para 2,7 mil o teto do benefício e de R$ 1,058 mil para R$ 1,3 mil o limite de isenção para a incidência da contribuição dos inativos. O ministro lembrou que a CUT já foi atendida na questão do cálculo para a pensão e que a proposta já foi incorporada ao relatório de José Pimentel (PT-CE). A proposta da CUT prevê a integralidade da pensão até o valor de R$ 2,4 mil e acima disso abater 50%. José Dirceu destacou que o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, está analisando outra proposta da CUT de inclusão de cerca de 40 milhões de trabalhadores no sistema previdenciário. Dirceu garantiu que o governo e os governadores vão defender a proposta do subteto, aprovada na CCJ. Pela proposta, o salário dos juízes na Justiça estadual deve ser limitado a 75% dos salários do s ministros do Supremo Tribunal Federal.

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