ANDRE DUSEK/ESTADAO
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Dirceu é transferido para Curitiba

Previsão é que o ex-ministro chegue ao aeroporto da capital paranaense por volta das 16h; de lá, será levado para a Superintendência da Polícia Federal onde estão os demais presos na 17ª fase da Operação Lava Jato

Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2015 | 12h04

Atualizada às 14h36

O avião com o ex-ministro José Dirceu decolou às 14h19 de Brasília com destino ao aeroporto de Curitiba, no Paraná. Interlocutores relataram que o ex-ministro se manteve calmo durante o deslocamento até a entrada na aeronave.

A previsão de chegada ao aeroporto capital paranaense é por volta de 16h. De lá, será levado para a Superintendência da PF junto com os demais presos na 17a fase da Lava Jato.

Dirceu deixou a PF em Brasília às 12h47 e entrou no avião,  um turboelice da PF, por às 13h50, no hangar da PF em Brasília. A aeronave que levou o ex-ministro pousou em Brasília hoje (4) por volta das 11h.

A transferência de Dirceu foi pedida pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato e decretou sua prisão, nessa segunda, 3. A autorização foi concedida pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).  

A defesa de Dirceu tentou evitar a transferência do ex-ministro alegando "ausência de necessidade". Contudo, o pedido foi rejeitado por Barroso. Por estar sob cumprimento de pena por determinação do STF, devido ao julgamento do mensalão, qualquer deslocamento de Dirceu precisa ser autorizado pela Corte.

NA PRISÃO. O ex-ministro passou a noite na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, apesar da decisão de Barroso. De acordo com o delegado responsável pela prisão de Dirceu, Luciano Flores de Lima, não havia mais condições logísticas para o deslocamento na noite de segunda, quando o ex-ministro foi preso pela Operação Pixuleco, nova fase da Lava Jato. 

O delegado disse que Dirceu chegou à PF se queixando de mal estar e que foi constatada pressão alta. Foi então solicitada a presença de um médico da confiança do ex-ministro, que constatou pressão alta. Agora, o ex-ministro passa bem.

Lima informou também que Dirceu ficou em uma cela simples, com uma cama de alvenaria, e se alimentou como os demais presos, com a diferença de que sua comida estava sem sal, devido ao diagnóstico de pressão alta. Ele relatou ainda que o ex-ministro se manteve calmo o tempo todo. "Ele já estava esperando (a prisão) e disse que todos os dias havia jornalistas na frente da casa dele", disse o delegado.

Segundo Lima, não foi preciso realizar o exame de corpo de delito, porque o médico que examinou Dirceu emitiu um atestado que substitui o exame.

Nesta manhã , o ex-ministro recebeu a visita de seus advogados e de sua companheira, Simone Patricia Tristão Pereira, que levou roupas, inclusive de cama.

O ex-ministro foi levado para a Superintendência por volta das 8h de segunda-feira, depois de ter sido preso por ordem de Moro, que conduz a Operação Lava Jato na 1ª instância. O irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo, também foi preso nesta fase da operação.

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