Dirceu defende processo contra ACM e Arruda

O presidente do PT, José Dirceu, defendeu hoje a acusação de quebra de decoro parlamentar contra os senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (PSDB-DF), por conta da violação do painel de votação do Senado. "Hoje os elementos existentes permitem a quebra de decoro parlamentar, mas sempre lembrando que deve ser respeitado o lema de que todos são inocentes até que se prove o contrário", disse ele no lançamento do segundo Manifesto em Defesa do Brasil Ciência e Tecnologia, na Câmara Municipal de São Paulo.Ele afirmou que possivelmente a lista de senadores que votaram na cassação do então senador Luís Estevão seria instrumento de chantagem e pressão contra os senadores. "Isso mostra uma grande decomposição moral e ética da base governista. É uma crise na base e está evidente que o governo e os partidos que o apóiam estão enfraquecidos", comentou. O deputado falou que é muito provável que Estevão recorra à Justiça contra a cassação de seu mandato, depois de atestada a irregularidade cometida no painel. Mas, neste caso, Estevão poderia ter seu mandato cassado novamente. Sobre a senadora Heloísa Helena (PT-SE), Dirceu afirmou que o partido ainda não pode tomar nenhuma atitude. "Enquanto não aparecer a lista é pré-julgamento da senadora. Ela disse que votou pela cassação e tem a nossa confiança", disse. A respeito do presidente do PT no Rio de Janeiro, Carlos Santana, que teria recebido um cheque de R$ 50 mil da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ele também disse que não quer julgar o deputado previamente. "Pedimos a ele uma declaração por escrito. Vamos submeter os documentos ao nosso departamento jurídico e a executiva do partido vai ouvi-lo na próxima segunda-feira", contou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.