Dirceu admite que governo negocia aposentadoria integral

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, deixou a residência do senador Luiz Otávio (PA), onde almoçou com a bancada do PMDB no Senado, admitindo que o governo aceita negociar a manutenção da aposentadoria integral, desde que em troca de compensações. Desde já, ele disse que essa alteração na proposta enviada pelo governo ao Congresso "em hipótese zero quebrará a espinha dorsal da reforma da Previdência". Ele observou que a aposentadoria integral é uma opção que cabe agora ao Congresso decidir, mas disse que o servidor terá de cumprir uma regra mais severa de idade, contribuição e permanência na carreira, que torne a Previdência ?viável e garanta a justiça". Segundo Dirceu, a aposentadoria integral, se combinada com 35 anos de contribuição e com 20 na carreira e se o limite de idade sobe - dos homens, para 65 e das mulheres, para 60 anos -, pode significar o mesmo que o teto de R$ 2.400,00 e a transição que estamos propondo". O ministro disse que, com essa contrapartida, os servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada terão tratamento mais igualitário. "Você há de convir comigo que é como o trabalhador da iniciativa privada faz. Para ter acesso à Previdência, ele tem de trabalhar 35 anos e ter um teto de idade de 55 (mulher) ou 60 anos (homem)". Segundo Dirceu, o governo está fazendo os cálculos da viabilidade dessa mudança em discussão. "A Previdencia, com essa contribuição dos 35 anos, passa, do ponto de vista atuarial, a ser viável", afirmou. Da residência do senador Luiz Otávio, José Dirceu seguiu para a Câmara, onde se encontrará com o presidente daquela casa, deputado João Paulo Cunha (PT-SP).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.