Diplomata que ajudou fuga de senador agradece apoio

O diplomata Eduardo Saboia, responsável pela saída do senador Roger Pinto Molina da Bolívia, reuniu-se nesta terça-feira, 17, com parlamentares para agradecer pelo apoio recebido após a fuga rumo ao Brasil, realizada no dia 24 de agosto passado. A decisão de Saboia culminou na demissão do então ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, pela presidente Dilma Rousseff.

RICARDO BRITO, Agência Estado

17 de setembro de 2013 | 18h53

No fundo do plenário do Senado, o servidor do Itamaraty conversou durante cerca de cinco minutos com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG); o líder e o vice líder do PSDB no Senado, respectivamente Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Alvaro Dias (PR); o presidente do Democratas, senador Agripino Maia (RN); e com o deputado federal Jutahy Junior (PSDB-BA). Ele foi convidado por Aécio Neves.

A conversa no plenário com os oposicionistas foi presenciada pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que abordou Saboia na saída do local. Nesse período, o diplomata não foi visto pela reportagem falando com senadores da base aliada.

Saboia disse ter ido ao Senado apenas "agradecer". "Sou servidor público e sirvo a governos eleitos democraticamente. Como diplomata, a minha função é colaborar. A função do Itamaraty é executar a política externa determinada pelo governo", afirmou. Ele disse ter vindo agradecer o gesto de parlamentares de vários partidos e também de pessoas "não parlamentares".

Questionado como está sua decisão no Itamaraty, o diplomata afirmou que há uma sindicância em curso, contra a qual está se preparando para respondê-la. Ele se disse "tranquilo". "Eu salvei uma vida e eu procurei defender a honra do meu País", disse, ao destacar que tinha "respaldo" na decisão que tomou de tirar o senador boliviano, abrigado na embaixada brasileira em La Paz. "Tenho respaldo e isso ficará claro na sindicância", completou.

Saboia disse que ainda não retornou ao trabalho, apesar de se dizer pronto para a jornada. "O contribuinte brasileiro está me pagando e eu estou pronto. Eu, chamado ao serviço, estou à disposição e tenho sido bem tratado pelo Itamaraty", destacou.

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