Dino acusa Roseana de criar despesa e governadora recua

O governo do Maranhão, chefiado por Roseana Sarney (PMDB), cancelou na tarde de quarta-feira, 22, um pregão que poderia gerar uma despesa de até R$ 1,39 bilhão para os próximos dois anos, quando o Estado deverá ser governado por seu adversário Flávio Dino (PCdoB). O pregão, marcado para as 15 horas desta quinta-feira, 23, tinha o objetivo de contratar uma empresa para prestar serviços para as prisões maranhenses.

FÁBIO BRANDT, ENVIADO ESPECIAL, Estadão Conteúdo

23 de outubro de 2014 | 17h03

Ao longo de quarta, no entanto, o certame ganhou notoriedade porque integrantes da equipe de Dino acusaram Roseana de criar a despesa para prejudicar o novo governante. "Espero que a governadora Roseana determine a paralisação dessa e de outras contratações absurdas que eventualmente estejam sendo planejadas. Seria uma atitude de respeito à clara vontade das urnas", afirmou Dino na tarde de ontem.

O pregão 060/2014 tinha por objetivo contratar, pelos próximos 24 meses, uma "empresa especializada na prestação de serviços de suporte e apoio à administração".

A lista de 23 itens a serem licitados incluía operação da central de monitoramento eletrônico dos detentos e da central de inteligência e informações. Serviços de videoconferência, de apoio à reintegração social e de oferecimento de kit higiene, rouparia e colchão também estavam na lista.

No início da noite desta quarta, o governo do Maranhão informou que estava cancelando o pregão porque o atual secretário de Justiça e Administração Penitenciária do Estado, Paulo da Costa, assumiu o cargo em 25 de setembro e "não tinha conhecimento do seu conteúdo do edital da licitação". "O secretário irá analisar o termo de referência que faz parte do edital dessa licitação", afirma nota divulgada pela secretaria de Comunicação Social do Maranhão.

O Maranhão possui 6.315 presos, segundo dados referentes a junho de 2014 divulgados pelo governo estadual.

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