Diminui índice de abstenção na Unicamp

Apesar de o número de inscritos ter aumentado este ano, o índice de abstenção caiu na primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Faltaram à prova de hoje 2,71% dos 47.265 candidatos que se inscreveram. No ano passado, a abstenção foi de 3,36%. Como de costume, a maioria das 12 questões e a Redação abordavam um mesmo tema. Este ano, o escolhido foi "Trabalho: fator de promoção ou de degradação".Professores ouvidos pela Agência Estado consideraram fácil o exame da Unicamp, que tem duas questões dissertativas de cada disciplina. "Foram exigidos os conceitos básicos", disse o professor de Biologia do Curso Objetivo, Luiz Carlos Bellinello. Uma das perguntas usava a fábula da cigarra e da formiguinha para avaliar conhecimentos do alunos sobre os insetos. Em Matemática, foram exigidos cálculos de horas extras. "Como sempre, o candidato precisava interpretar numericamente o texto", afirmou o professor da disciplina no Objetivo Gregório Krikorian.A única disciplina que não acompanhou o tema foi a de Química, que apresentou questões sobre a obtenção do açúcar. História e Geografia abordaram os movimentos sociais e o desenvolvimento econômico, respectivamente. As questões de Física exigiram cálculo do trabalho. Não aquele que realizamos todos os dias, mas a unidade de força."O conteúdo dos enunciados pode sempre ser utilizado nas soluções das questões", explicou a coordenadora-executiva da Convest, responsável pelo vestibular, Maria Bernadete Abaurre. A prova da Unicamp não tem perguntas em forma de teste e é caracterizada como um exame de interpretação de textos.A prova de Redação, que vale metade do exame, ofereceu aos vestibulandos mais de dez textos e uma foto, que deveriam ser usados para escrever sobre o tema. Tradicionalmente, a Unicamp dá três opções - dissertação, narração ou carta. Se optasse pela carta, por exemplo, o candidato precisaria escrevê-la, tentando convencer um político ou um empresário a se empenhar na aprovação de uma lei que acabe com as horas extras.AtrasosSegundo o pró-reitor de graduação da Unicamp, Angelo Cortelazzo, a realização do exame foi tranqüila nas 17 cidades onde foi aplicado. Poucos candidatos perderam a prova por atraso. Um deles foi Fábio Rogério Jacinto, de 22 anos, que chegou às 13h48 e encontrou os portões fechados na Universidade São Judas Tadeu, na Mooca. Ele tentaria uma vaga no curso de medicina. "Saí às 12h de Osasco e achei que daria tempo." A prova começou às 14 horas e terminou por volta das 18 horas."Acho que vou conseguir", disse Taísa de Oliveira, de 19 anos, ao deixar seu local de prova em Campinas. Concorrendo a uma vaga em processamento de dados, Taísa ficou feliz por ter respondido todas as questões. "As perguntas eram simples mesmo para quem estudou um pouco", concordou Fábio dos Santos, de 22 anos, que concorre a uma vaga para letras.Bárbara Cordovani, de 18 anos, achou a prova "maravilhosa" e mais fácil do que o da Fuvest. "A prova estava muito bem feita e fiquei tranqüila", disse ela, que concorre no curso mais concorrido da Unicamp, o de medicina.Passarão para a segunda fase os que acertarem pelo menos 50% da prova. Além disso, serão classificados no mínimo três e no máximo oito candidatos por vaga em cada curso. A lista de convocados deverá ser divulgada em 20 de dezembro. Para ver o gabarito da prova, clique aqui

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