Dilma volta a negar que governo 'vazou' os dados de FHC

Ministra nega ainda que o objetivo do 'banco de dados' fosse para constranger a oposição na CPI dos cartões

Ricardo Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

28 de março de 2008 | 15h30

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou nesta sexta-feira, 28, que as informações publicadas pela imprensa sobre um suposto dossiê dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua esposa, Ruth Cardoso, tenham sido vazadas pela principal assessora do ministério, Erenice Guerra, conforme publicado hoje pela Folha de S.Paulo. Segundo ela, "se houve vazamento não foi por parte do governo, e terá de ser investigado para se chegar aos responsáveis".   Veja também:   Oposição sobe o tom e Virgílio chama Dilma de 'aloprada' 'Oposição está destilando ódio', diz Lula em Alagoas Dilma admite 'banco de dados' sobre FHC e nega dossiê Briga entre FHC e Lula antecipa debate sobre sucessão IMAGENS: Os momentos de 'amor e ódio' de FHC e Lula  ENQUETE: A CPI dos Cartões deve quebrar sigilo de Lula e FHC?  Entenda a crise dos cartões corporativos   A ministra confirmou que o governo vinha armazenando informações de 2003 para cá sobre gastos do Executivo federal em um banco de dados, que pode ser objeto de investigação na CPI dos Cartões. "Se a CPI requisitar as informações sigilosas que nós conseguimos, teremos que passá-las. Mas a CPI será responsável pelo sigilo destas informações", afirmou Dilma. Porém, ela negou que o objetivo do governo fosse usar o banco de dados para constranger ou chantagear a oposição. Segundo a ministra, a formatação do levantamento com informações oficiais, fornecidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), é um ato de rotina administrativa. Ela disse ainda que "a repercussão deste assunto ganhou uma dimensão exagerada na imprensa". Conforme a ministra, "estão fazendo com este fato, a ''escandalização'' do nada".     Mais cedo Dilma chegou a dizer que essa coleta de informações não teve característica de investigar o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Nós não investigamos o governo passado. Reiteramos que não foi feito dossiê. Não é possível, eu tenho certeza", afirmou.

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