Dilma volta a falar em plebiscito para novas eleições e reforma

Presidente afastada diz que apoia consulta popular e que governo interino de Michel Temer é o 'antipacto nacional'

Julio Cesar Lima, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2016 | 07h41

A presidente afastada Dilma Rousseff voltou nesta segunda-feira, 8, a classificar o governo interino de Michel Temer de golpista e reiterou a defesa de um plebiscito para decidir sobre a antecipação de eleições, além de uma reforma política.

A petista discursou por uma hora no evento Circo da Democracia, promovido por 150 entidades populares em Curitiba. “Eu apoio o plebiscito, desde que tenha uma direção e uma reforma política ampla. Nosso país está fragmentado partidariamente, que tenhamos seis ou sete, mas não os 25 que estão no Parlamento mais os outros que somam 35. Esse sistema é o pai e a mãe do fisiologismo. Como está, corremos o risco de termos mais partidos e políticos que terão acesso ao horário eleitoral, ao Fundo Partidário.”

Para Dilma, porém, essa reforma ou pacto – que também inclui o econômico – não podem ser realizados pelo governo interino. “Não é possível, pois ele (governo) é o antipacto nacional”, afirmou. Semana passada, o presidente do PT, Rui Falcão, descartou a viabilidade da proposta de um plebiscito para novas eleições caso Dilma retorne ao Planalto. A declaração contrariou a petista.

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