Dilma volta a defender royalties do petróleo na educação

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender nesta segunda-feira o uso dos royalties do petróleo para a educação, durante a cerimônia de entrega do trecho Floresta - Serra Talhada do Sistema Adutor Pajeú, no Sertão de Pernambuco. "Nenhum governador, nenhum prefeito têm dinheiro suficiente para pagar professor no Brasil", destacou.

CARLA ARAÚJO E BEATRIZ BULLA, Agência Estado

25 de março de 2013 | 13h57

Quando começou a falar sobre educação e foi aplaudida, Dilma retrucou: "Não adianta bater palma. Eles não têm de onde tirar o recurso. Só tem um lugar de onde a gente pode tirar esse dinheiro, que é dos royalties do petróleo. O dinheiro sai da onde tem dinheiro, que é dos recursos originários da exploração do petróleo."

De acordo com ela, além de construir escolas, é preciso investir na valorização dos professores e na qualidade do ensino. "Nenhum país do mundo virou uma nação desenvolvida sem escola em tempo integral", disse. "Construir escola faz parte, mas é preciso valorizar aquele que ensina e formá-lo melhor", acrescentou.

Dilma reafirmou o projeto de construção de dez institutos técnicos federais até 2014. A presidente afirmou que é importante aprovar a medida provisória (MP) sobre a questão dos royalties. "Temos de fazer isso nos próximos dez anos", disse, em referência ao investimento necessário em instrução no País. "Temos de garantir que as crianças saibam fazer as contas de aritmética, ler um texto simples e interpretar."

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