Dilma volta a defender investigações na Casa Civil

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que nunca soube de qualquer ação inidônea de sua ex-auxiliar na Casa Civil Erenice Guerra, afastada recentemente do governo por denúncias de tráfico de influência. "Isso não significa que eu esteja defendendo a não apuração de responsabilidades. A maior interessada que se apure tudo sou eu. Eu quero que se apure a responsabilidade da Erenice em relação a esses fatos. É muito perigoso ficar acusando sem ter provas", afirmou.

ROSANA DE CASSIA, Agência Estado

21 de setembro de 2010 | 08h57

A petista prosseguiu: "Para vocês terem uma ideia, a minha campanha foi acusada por três meses pela quebra de sigilo fiscal no momento que eu não era candidata, não era pré-candidata e não tinha campanha. Agora vocês anunciaram, apareceu o responsável. Eu não vou fazer prejulgamento a quem quer que seja. Acho que tudo deve ser rigorosamente investigado, doa a quem doer", disse Dilma, em entrevista gravada ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. "Posso te dizer com absoluta franqueza: nunca aceitei nem nomeação de parentes nem por critério de amizade em 25 anos de vida pública."

Dilma afirmou também que vai fazer uma reforma tributária na gestão dela, caso seja eleita. A petista disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez antes a reforma porque muitos Estados não queriam perder os benefícios que têm hoje. "Eu vou fazer a reforma tributária. Eu tenho que colocar isso como prioridade."

Sobre previdência, Dilma disse que nada justifica hoje uma nova alteração na estrutura etária para a concessão de aposentadorias. Segundo ela, toda a contribuição urbana é superavitária. O déficit da previdência, afirmou, é decorrente das políticas previstas na Constituição e que prevê, por exemplo, a aposentadoria dos trabalhadores rurais. "Isso não é problema previdenciário. É problema de uma política pública adotada pelo Brasil. Quem tem de assumir o ônus de aposentar o trabalhador rural é o Tesouro Nacional."

Dilma afirmou que concorda que o governo Lula fez pouco em saneamento, mas fez mais que os governos anteriores. Ela atribui o atraso aos Estados e municípios que levam 65 meses para concluir o processo de investimento para saneamento. "Eu concordo que tem muito o que fazer."

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