Dilma viaja a São Paulo para visitar Lula

Após participar da posse de Aldo Rebelo no Esporte, a presidente disse que não conversaria com a imprensa porque estava atrasada para o encontro com o seu antecessor

Tânia Monteiro, da Agência Estado

31 de outubro de 2011 | 17h02

BRASÍLIA - Ao final da cerimônia de posse do novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a presidente Dilma Rousseff disse que não conversaria com a imprensa porque estava com pressa para embarcar para São Paulo, onde vai visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que estava atrasada.

O vice-presidente Michel Temer, também presente à solenidade, disse que o ex-presidente Lula é um guerreiro. "Ele já venceu muitas batalhas e vai vencer mais esta", disse Temer, numa referência ao tumor recentemente diagnosticado no ex-presidente. Temer avaliou ainda que o impacto da doença de Lula no cenário político "é zero". "Ele continua como um símbolo e este mal que o acomete agora, vai formar ainda mais fortemente esse símbolo", disse.

O vice-presidente disse estar confiante na recuperação de Lula. "Ele já enfrentou muitas adversidades. Venceu todas e não será esta, que hoje é perfeitamente controlável, que irá prejudicar sua saúde e sua disposição", disse.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que a notícia da doença do ex-presidente pegou todos de surpresa. "Mas o presidente Lula é um guerreiro e, portanto, temos fé e confiança de que ele vai sair dessa e vai continuar por muitos anos apoiando o povo brasileiro", disse.

Sobre o impacto nas eleições municipais de São Paulo, já que Lula estava apoiando fortemente um candidato (o ministro da Educação, Fernando Haddad), e se vai ter impacto nesta candidatura, o ministro respondeu: "O processo seguirá normalmente. É claro que a opinião do presidente Lula sempre pesa, mas nós estamos em um processo democrático e o partido sairá unificado com uma candidatura forte para as eleições de São Paulo."

Rossi. Em relação à decisão da Polícia Federal de investigar o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi, Cardozo disse que a PF segue com independência e autonomia, dentro daquilo que a legislação determina.

Relatório da Polícia Federal aponta o ex-ministro Wagner Rossi como "líder da organização criminosa" que teria arquitetado fraude no Programa Anual de Educação Continuada (Paec) - capacitação de servidores - para desvio de R$ 2,72 milhões. Segundo reportagem do Estado, a PF vai indiciá-lo criminalmente nesta semana, imputando a ele formação de quadrilha, peculato e fraude à Lei de Licitações.

 

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