Dilma vê segundo mandato com ´absoluto otimismo´

Ao chegar ao Congresso para a cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde desta segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que a expectativa para o segundo mandato do presidente é de "absoluto otimismo".Ela afirmou que o País está conseguindo adquirir todas as condições para crescer e se desenvolver e que consolidar essas condições é o principal objetivo do segundo governo Lula. Também estão no Congresso para a cerimônia de posse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; o ministro da Cultura, Gilberto Gil; e o da Educação, Fernando Haddad.O ex-metalúrgico, 36º presidente do Brasil, inicia nesta segunda seu segundo mandato com um respaldo maior de votos do que o obtido na eleição de 2002 e também com maiores responsabilidades. Afinal, está reassumindo sem ter dado conta das promessas feitas quatro anos atrás, tais como as reformas política e tributária e o crescimento econômico. Os resultados da economia registrados nos últimos anos foram pífios.Agora, sem a aura da novidade, longe do alarido das grandes esperanças e com a imagem desgastada pelos sucessivos escândalos que marcaram o primeiro mandato, o maior desafio de Lula será fazer a economia voltar a crescer. Ele mesmo já estabeleceu a meta de 5% para os próximos anos.Não será fácil cumprir a promessa. Para colocar o País no rumo do crescimento Lula terá de enfrentar desafios em várias áreas - da recuperação da malha viária à construção de novas usinas de energia elétrica, da solução da crise nos aeroportos à aceleração da aprovação de projetos pelo Ministério do Meio Ambiente.A seu favor o presidente tem a estabilidade econômica, marca das mais festejadas no primeiro mandato, e o início de um processo de melhor distribuição de renda, com a recuperação de parte do valor do salário mínimo e a ampliação do programa Bolsa-Família, hoje com mais de 11 milhões de famílias assistidas. O que se espera agora é que o presidente da República consiga articular as ações de seus ministérios, para que essas famílias consigam obter renda e deixem de ser dependentes do governo, como elas desejam.

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