Dilma vê ação para ''interditar'' governo

Ministra nega campanha antecipada e rebate acusações do DEM e PSDB

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

19 de fevereiro de 2009 | 00h00

Ao comentar as representações em que DEM e PSDB a acusam de fazer promoção pessoal com objetivos eleitoreiros, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que a oposição tenta "interditar" o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva."Acho que é uma reação clássica. Judicializam agora a atuação administrativa do governo. Porque não têm projeto, não têm o que apresentar e não querem que nós falemos. Acho absolutamente incorreta essa versão de que estamos fazendo campanha", afirmou ela, após evento na Força Sindical, em que discursou sobre a crise econômica.Ao rejeitar a comparação de sua visita a São Paulo como um ato de campanha, Dilma disse estar empenhada apenas em "dar uma satisfação" à população sobre o que o governo tem feito para combater a crise. Afirmou que Lula tem planos de anunciar dentro de um mês um projeto de estímulo à construção civil, mas evitou antecipar detalhes. "Vamos prestar contas, vamos participar das inaugurações e vamos, inclusive, nessa fase acompanhar o bom andamento de projetos", acrescentou a ministra.Indagada se avalia que a oposição tenta cercear as manifestações em seu favor, Dilma emendou: "É estranho que essa tentativa sempre ocorra quando há políticas do governo sendo implantadas, e políticas que beneficiam o Brasil." Ainda em resposta aos adversários, disse que, em um momento de crise, "não é possível mais se apostar no quanto pior melhor".Segundo ela, o governo Lula reagiu à crise descartando medidas como corte de investimentos e salários e sem recorrer ao Fundo Monetário Internacional, diferentemente do que ocorreu quando PSDB e DEM estavam no poder.Antes da entrevista, a ministra fez um longo discurso sobre a crise econômica. Por volta das 18 horas, quando ainda falava, vários sindicalistas começaram a deixar a plateia. Além do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, esteve presente o governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB).

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