Dilma vai mesclar emoção e enfrentamento

Estratégia da candidata do PT de desconstruir rival se mostrou eficaz

Vera Rosa, Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2014 | 18h50

A uma semana da eleição, a presidente Dilma Rousseff vai manter a estratégia de polarização com a candidata do PSB, Marina Silva. Embora pesquisas mostrem que a ex-ministra está em queda, o PT avalia que Aécio Neves (PSDB) está fora do 2.º turno. Por isso, as críticas a Marina serão mantidas.

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O enfrentamento direto com a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Luiz Inácio Lula da Silva será explorado nos pequenos comerciais de TV espalhados pela programação. A estratégia será associada a um tom mais emocional nos últimos dois programas que vão ao ar na terça e na quinta. A ideia é desfazer a imagem de mal-humorada e durona a fim de aproximar a petista de eleitores de todas as faixas etárias e sociais.

“Vamos continuar fazendo a disputa de projetos”, disse o coordenador-geral da campanha, Rui Falcão. Segundo ele, a expectativa é de que a presidente seja alvo de todos os adversários nos debates das TVs Record, hoje, e Globo, na quinta-feira.

Dilma também vai investir na campanha de rua e fazer uma imersão em São Paulo ao lado de Lula, seu padrinho político. Amanhã, criador e criatura participam do que promete ser o maior evento público da campanha, um comício na zona sul da capital. 

Além disso, o PT paulista preparou 26 atos em todo o Estado com a presença de ministros e parlamentares petistas. O comitê de Dilma avalia ainda a possibilidade de uma caminhada com a presença da presidente na região central da cidade, na sexta-feira.

Na avaliação dos petistas, o principal desafio de Dilma é São Paulo. Trata-se de uma praça estratégica não só por abrigar o maior número de votantes, mas também por ser reduto do PSDB. Além disso, Marina, principal adversária da presidente, lidera a corrida no Estado. A candidata do PSB tem quase o dobro das intenções de voto de Dilma no eleitorado paulista, segundo pesquisas recentes. Aécio está em terceiro lugar.

Apesar de a diferença entre Marina e o tucano ter caído, a campanha petista dá como certo o 2.º turno entre Dilma e a ex-ministra do Meio Ambiente.

“Até a semana passada, ainda acreditávamos em uma arrancada do Aécio. Agora isso está fora da nossa perspectiva”, afirmou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. 

Nos últimos dias, o ministro organizou mobilizações em 153 das maiores cidades do País. 

A ideia é repetir essa dose na reta final na campanha.  

Em alta. 40% das intenções de voto tem a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, de acordo com a mais recente pesquisa do Datafolha – um crescimento de 3 pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior. Dilma abriu 13 pontos de vantagem sobre Marina

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