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Dida Sampaio|Estadão
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Dilma vai conversar pessoalmente com deputados da Comissão do impeachment

Com aproximadamente 15 deputados que se declaram 'indecisos', a tarefa dos líderes do governo, assim como da própria presidente, será abordá-los diretamente

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2016 | 17h08

BRASÍLIA - Na reunião de coordenação política nesta segunda-feira, 21, a presidente Dilma Rousseff firmou com ministros e líderes de governo o compromisso de conversar diretamente com os 65 deputados que integram a Comissão Especial de impeachment. Segundo interlocutores do governo, o objetivo é focar nos deputados que ainda se colocam como indecisos quanto ao processo, mas a presidente deve dialogar com todos, independentemente do partido.

Segundo o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a reunião de coordenação tratou exatamente de como deve ser tocada a comissão. A ordem é manter marcação cerrada sobre todos os deputados que vão votar a abertura do impeachment antes que o processo chegue ao plenário. Com aproximadamente 15 deputados que se declaram "indecisos", a tarefa dos líderes do governo, assim como da própria presidente, será abordá-los diretamente.

Líderes que participaram da reunião afirmam que a avaliação interna do governo aponta para uma leve vantagem de votos contra o afastamento da presidente, embora levantamentos da oposição demonstrem outro cenário. "A primeira contabilidade mostra uma margem ainda que não muito grande para o governo, mas nada impede que essa margem possa ser ampliada", afirmou Humberto Costa. 

Nos bastidores, o cálculo do governo é de que haveria 33 votos contra o impeachment, já contando com a possível migração de deputados indecisos. Nesta perspectiva, o governo teria exatamente metade dos votos mais um, ou seja, a quantidade mínima necessária para evitar o processo. 

Além da abordagem direta a cada deputado, o governo também vai tentar aproveitar ao máximo as reuniões da comissão com uma participação ativa e convite a representantes de diferentes setores sociais que possam difundir os argumentos da defesa.

"Vamos fazer um debate político acirrado. Aquela máxima de que governo vota e oposição discute para esse tema ela não vai valer. Vamos fazer uma comissão com um debate de alto nível, vamos trazer juristas, a sociedade, vamos denunciar esse golpe e, ao mesmo tempo, trabalhar com cada deputado para que ele possa votar conosco", disse Costa.

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