Dilma vai ao Senado na semana que vem, diz senadora

Presidente deve participar de comemorações pelos sete anos da Lei Maria da Penha e na semana que vem inicia uma série de viagens para mostrar os feitos do governo

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2013 | 18h39

Brasília - Ainda abalada pela queda nas últimas pesquisas de opinião, mas animada pela redução dos índices de inflação, a presidente Dilma Rousseff se prontificou a ir ao Senado, na semana que vem, para comemorar os sete anos de criação da lei Maria da Penha e receber o relatório da Comissão Parlamentar que investigou a violência contra a mulher. De acordo com a senadora petista Ângela Portela (RR), que fez o convite a Dilma, só resta um acerto de agenda, "mas a presidente confirmou a sua presença".

Este será mais um gesto de aproximação da presidente Dilma com o Congresso, onde os parlamentares estão em pé de guerra com o Executivo, prometendo derrubar vetos e aprovar proposições que levarão ao aumento de gastos do governo.

Dilma prosseguiu nesta quinta-feira a sua maratona de encontros com parlamentares da base aliada. Agora, foi a vez de oito senadores do PT serem recebidos pela presidente, no Palácio do Planalto, em mais de três horas de conversa. Dilma já recebeu os líderes dos partidos da base na Câmara e, no dia seguinte, os do Senado e prometeu repetir a dose na semana que vem.

Além de "atravessar a rua" para uma aproximação com deputados e senadores, Dilma Rousseff anunciou aos petistas que já iniciou uma agenda de viagens pelo País, para inaugurar obras e mostrar o que o governo está fazendo. "Temos muito o que mostrar", disse a presidente aos senadores, ao listar viagens que fará pelo País, conforme informou a senadora.

A presidente teria dito ainda que "o reconhecimento da sua gestão será o seu reconhecimento político" e que, em consequência, "a aprovação de seu governo se elevará". "A presidente está convencida que, mostrando que as coisas estão acontecendo, as realizações das obras que têm para inaugurar, o resultado será a sua reeleição", emendou a senadora Ângela Portela.

Dilma falou ainda do programa Mais Médicos e, depois de lembrar que saúde é o quesito de maior insatisfação da população, avisou que isto será revertido à medida que os médicos começarem a chegar aos municípios que estão desassistidos, para atender a população carente.

Dilma citou também que o último resultado dos índices de inflação é "animador", segundo o senador Paulo Paim (PT-RS) e que "esta é a prova que a inflação está sob controle". "Vamos mostrar isso pelo País afora", comentou a presidente.

Viagens. O senador Paim informou ainda que a presidente Dilma vai percorrer o País para ter mais contato com a população e para dar visibilidade às obras que o governo está fazendo.

Nesta sexta, às 11 horas, Dilma vai inaugurar o Instituto Federal de Educação Tecnológica, em Osório (RS), e participará da formatura de 400 alunos do Pronatec. No sábado, às 10 horas, Dilma estará em Porto Alegre, na cerimônia que dá início às atividades do Aeromóvel, no aeroporto Salgado Filho. Em seguida, entregará 40 retroescavadeiras a prefeitos gaúchos.

Campanha. A presidente aproveitará ainda para dar um empurrãozinho nos futuros candidatos do partido. É o caso do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deverá ser sacramentado como candidato do PT ao governo de São Paulo. Ele estará ao lado de Dilma, na próxima terça-feira, em Itapira, no interior paulista, para a cerimônia de inauguração de expansão de uma empresa de farmoquímica.

Antes, porém, na segunda-feira, Dilma irá Ribeirão Preto (SP) para inaugurar um trecho do duto do sistema de escoamento de etanol entre a cidade e a refinaria de Paulínea. Padilha também está sendo esperado neste evento. Esta semana, Dilma já esteve em Varginha (MG).

Vetos. Na reunião com os senadores petistas, Dilma aproveitou para se queixar da nova sistemática de apreciação dos vetos, instituída pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Ela demonstrou muita preocupação com isso", declarou a senadora Ângela Portela.

O senador Paim informou ainda que a presidente Dilma "se mostrou aberta a colaborar e analisar uma proposta alternativa ao fator previdenciário". Segundo ele, Dilma se propôs, inclusive, a fazer uma nova rodada de conversação com as centrais sindicais para discutir este assunto, que é considerado tabu dentro do Planalto.

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