Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Dilma vai ao Congresso conversar com parlamentares

Presidente se comprometeu a dialogar com deputados sobre os principais focos de atenção do governo

Daniel Carvalho, Gustavo Porto e Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

31 de agosto de 2015 | 22h07

Brasília - Contrariando o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o líder do governo da Câmara, José Guimarães (PT-CE), a presidente Dilma Rousseff disse que irá ao Congresso conversar com parlamentares. A data ainda não foi marcada, mas os líderes se mostraram satisfeitos com a intenção.

Líderes que participaram da reunião desta segunda-feira, 31, no Palácio do Planalto, disseram que a proposta foi apresentada pelo líder do PSD, Rogério Rosso (DF). "Aloizio, não estou entendendo você. Por que não posso ir?", reagiu a presidente, segundo dois participantes do encontro.

Segundo relatos, foi o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que defendeu a proposta, citando o "State Opening of Parliament", quando a rainha da Inglaterra vai ao Parlamento para o início do ano parlamentar. Nesta terça-feira, 1º, Dilma receberá o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Palácio do Planalto.

De acordo com participantes da reunião, na terça e na quarta-feira, 2, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, irá ao Congresso para participar das reuniões da bancada de cada partido da base, apelando pela manutenção dos vetos presidenciais que devem ser votados nesta semana.

No encontro com deputados, Dilma se mostrou calma, mas apresentou quatro focos de atenção do governo. A presidente defendeu combate a fraudes na Previdência. Em outro momento, Dilma disse que o governo tem intenção de conversar com as diversas carreiras que cobram reajuste. A petista negou ter intenção de recriar a CPMF e se dispôs a conversar com os parlamentares sobre a reforma administrativa. "Ela disse que não tem prato-feito", afirmou um dos líderes.

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