Dilma vai abrir escritório da Presidência na terra de Aécio

Anuncio foi feito pelo governador Antonio Anastasia (PSDB), que visitou a presidente e disse ter 'avaliação positiva' sobre início de governo

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo,

21 de janeiro de 2011 | 12h29

BRASÍLIA -  A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta sexta-feira, 21, a visita do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), em encontro no Palácio do Planalto. Segundo o tucano, a presidente anunciou que abrirá um escritório de representação da Presidência da República em Belo Horizonte. "Será bom para o Estado", disse ele, acrescentando que convidou Dilma para ser oradora oficial em um cerimônia que ocorrerá em Ouro Preto no dia 21 de abril, e que ela aceitou o convite.

 

Anastasia foi apoiado pelo senador eleito e ex-governador Aécio Neves (PSDB), um dos principais nomes da oposição e cotado para disputar as próximas eleições presidenciais.

 

Questionado sobre as primeiras semanas do governo Dilma, ele disse ter "uma avaliação posição", lembrando o empenho da presidente no apoio às vítimas das chuvas. "Vamos torcer para que tudo dê certo", afirmou Anastasia.

 

Sobre as relações entre PSDB e PT, o governador mineiro ressaltou que "questões políticas serão discutidas no Congresso e terão seu tempo e hora adequados". Ao ser perguntado se os tucanos farão uma "oposição light", Anastasia desconversou, dizendo que os governadores do partido reuniram-se recentemente em Maceió e que haverá novo encontro no início de março. "Há um entendimento de que temos de trabalhar pelo interesso do Brasil e do Estado e a oposição se dará no campo político, quando necessário", afirmou.

 

Para o governador, a relação administrativa com o governo federal tem de ser boa, como no governo passado. "Temos de pensar em cooperação federativa. A oposição vai se dar no Congresso, no dia a dia, e o meu objetivo aqui é mostrar que o governo de Minas é um governo parceiro nas políticas públicas de interesse do Estado", declarou.

 

Segundo Anastasia, o encontro com Dilma foi uma visita de cortesia, durante a qual foi possível apresentar um relato da situação do Estado após as fortes chuvas do início deste ano. Ele agradeceu pelo envio de tropas do Exército às regiões de Minas que estavam isoladas. Destacou que o governo mineiro está trabalhando em cooperação com o governo federal para atender as localidades que foram afetadas pelas chuvas.

 

De acordo com o governador, há pedido de liberação de R$ 250 milhões de recursos federais para ajudar as vítimas das chuvas em Minas e que essa reivindicação já está sendo avaliada pelo Ministério da Integração Nacional. "Todas as nossas solicitações ao governo federal foram atendidas, felizmente", disse o governador, negando que o Estado tenha sido esquecido por Brasília em relação ao problema das chuvas, com concentração das atenções sobre o Rio de Janeiro. "Houve atenção a Minas e acompanhamento permanente, mas o Rio viveu uma tragédia", considerou Anastasia.

 

Sobre a falta de transparência do governo de Minas Gerais sobre pensões recebidas por ex-governadores, Anastasia disse que segue uma lei estadual que está em vigor. Segundo ele, para que se tenha conhecimento desses dados, basta que haja uma solicitação ou autorização do interessado. "É importante, nesta polêmica, que façam uma comparação de quanto ganha o governador de Minas em relação a outros Estados", informando que recebe R$ 10,5 mil mensais.

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