Dilma: tortura não prescreve

Em meio às divergências no governo sobre tortura durante o regime militar (1964-1985), a ministra Dilma Rousseff afirmou ontem que não cabe à Advocacia-Geral da União (AGU) opinar sobre a ação do Ministério Público de São Paulo que defende punição de acusados de crimes contra a humanidade. Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação, ela disse que, como "cidadã", considera o crime de tortura "imprescritível". "Acho que não cabe à AGU se posicionar sobre isso, mas sim ao Judiciário", afirmou, evitando ser enfática nas declarações.Ex-militante de organização guerrilheira e torturada nos anos 1970, Dilma é cuidadosa em debates no governo sobre o período da ditadura. Mas repetiu três vezes que a abrangência e a validade da Lei de Anistia tinham de ser avaliadas pela Justiça. A AGU divulgou parecer segundo o qual a lei cobre crimes que teriam sido praticados pelos coronéis Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, acusados de violações dos direitos humanos.

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