Dilma terceiriza problema de quebra de sigilo, diz Serra

O candidato à presidente pelo PSDB, José Serra, voltou hoje a repetir as críticas contra o PT e sua adversária Dilma Rousseff durante sua passagem por São José do Rio Preto, a 440 quilômetros de São Paulo. O tucano disse que o acesso a dados de seu genro, o empresário Alexandre Bourgeois, "foi mais um ato de violência" e que Dilma terceiriza o problema e vive à sombra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

CHICO SIQUEIRA, Agência Estado

09 de setembro de 2010 | 19h37

"Verificou-se mais um mal feito, a quebra da privacidade, da intimidade do sigilo a que todos brasileiros têm, direito garantido pela Constituição. Foi mais um ato de violência. E que assistimos é a candidata do partido que está promovendo esses atentados contra a democracia, ao invés de vir a público dar explicações, terceiriza, fica à sombra do presidente da República, do presidente de seu partido, que vêm a publico, por um lado, debochar, e por outro, acusam as vítimas. É fenomenal", afirmou ele, em entrevista coletiva.

"É um casal que trabalha duro, não tem nada a ver com política, cria três crianças pequenas, trabalha duro, nunca teve negocio com o governo, não mereciam ser desrespeitados assim", declarou. "O problema não é só meu, da minha família, que por certo fico indignado, mas é um problema do povo brasileiro. Cadê as garantias da democracia?"

Para o candidato, o governo está protelando a investigação. "Eu acho que o mínimo era o governo fazer investigação séria, mas eles estão enrolando, inventam", disse. Em São José do Rio Preto, Serra caminhou pelo Mercadão da cidade paulista e visitou as instalações do Poupatempo.

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