Dilma tenta garantir apoio do PT ao ajuste fiscal e busca solução para IR

Dilma tenta garantir apoio do PT ao ajuste fiscal e busca solução para IR

Em reunião com ministro e líderes do partido, presidente pede participação da legenda na defesa de medidas econômicas

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2015 | 07h33

Brasília - O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse na noite dessa segunda-feira, 9, que a reunião da presidente Dilma Rousseff com ministros e líderes do PT, no Palácio da Alvorada, se concentrou na defesa do ajuste fiscal e na discussão de uma proposta alternativa à correção da tabela do Imposto de Renda.

"Estamos discutindo. Não tem nada definido (sobre a correção da tabela do Imposto de Renda), estamos ouvindo as sugestões e buscando o entendimento com o Congresso", disse Guimarães a jornalistas, ao sair do Palácio da Alvorada. "Foi uma reunião com os líderes do PT para discutir a necessidade de o PT apoiar as medidas do ajuste."

A presidente vetou no dia 20 de janeiro a correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, aprovada no fim do ano passado pelo Congresso Nacional, que se mobiliza agora para derrubar o veto.

À época, o governo alegou que o reajuste de 6,5% da tabela "levaria à renúncia fiscal na ordem de R$ 7 bilhões, sem vir acompanhada da devida estimativa do impacto orçamentário-financeiro, violando o disposto no art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal". O Planalto defende uma correção de 4,5%.

Guimarães não respondeu qual seria a nova correção proposta pelo governo.

No dia 20 de fevereiro, após cerimônia de entrega de cartas credenciais de embaixadores estrangeiros, Dilma disse que o seu compromisso era com 4,5%.

"O meu compromisso é 4,5%. Se por algum motivo não quiserem os 4,5% nós vamos ter que abrir um processo de discussão novamente. O governo tem condições perfeitamente, de agora, olhar os 4,5%, é isso que nós faremos", afirmou na ocasião.

Governabilidade. Para o líder do governo, o País precisa do ajuste fiscal para "restabelecer a governabilidade". "É nessa hora o PT é fundamental apoiar o governo, em todas as dimensões", ressaltou Guimarães.

Guimarães classificou a reunião no Alvorada de "alto nível", uma oportunidade para retomar o diálogo e "botar as coisas para funcionar". "O País não pode ficar sem construir a sua agenda que tem relação com o Congresso", disse o petista.

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