Dilma tenta compor cota feminina de novo ministério

Petista decide convidar Maria Lúcia Falcon para Desenvolvimento Agrário e Tereza Campelo para Desenvolvimento Social

Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo,

13 Dezembro 2010 | 20h20

BRASÍLIA - Para acelerar o fechamento da cota feminina na Esplanada, a presidente eleita Dilma Rousseff convidou Maria Lúcia de Oliveira Falcon, atual secretária de Planejamento de Sergipe, para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Com isso, pode chegar a 11 o número de mulheres no primeiro escalão.

 

No fechamento do xadrez, Dilma Rousseff tenta convencer o PT do Nordeste a aceitar uma gaúcha - Tereza Campelo - no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Tudo para cumprir a promessa de campanha de compor 30% do ministério com mulheres.

 

A pasta que cuida do Bolsa-Família era a primeira da lista de cargos pretendidos pelos governadores nordestinos, mas Dilma preferiu desviar a indicação dos aliados para o MDA.

 

Tereza Campelo é coordenadora de projetos estratégicos da Casa Civil, mas líderes aliados e governadores nordestinos não se conformam em perder para o Rio Grande do Sul o ministério do Bolsa-Família que tem "a cara" do Nordeste.

 

Irritado, um líder da região provoca ao dizer que o marido de Tereza, Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT que ocupou o cargo depois do escândalo do mensalão, é o que mais a credencia para o cargo, A Bahia queria comandar o MDS em nome do 1,6 milhão de famílias atendidas pelo principal programa da pasta. Dilma contra-argumentou, lembrando que outras 600 mil famílias baianas vivem da agricultura familiar, totalizando 2,4 milhões de pessoas diretamente atendidas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

 

Não é a toa que os governadores Jaques Wagner (PT-BA) e Marcelo Déda (PT-SE) trabalham por Maria Lúcia. Antes de assumir a Secretaria de Planejamento de Sergipe, ela foi assessora de economia de Wagner nos tempos de sindicato dos petroleiros. Outra baiana que é forte candidata à Secretaria de Igualdade Social é Luiza Barros.

 

Também poderão ser dirigidos por mulheres os ministérios da Cultura - para o qual é cotada Ana de Holanda - e do Esporte - para o qual o PC do B quer Luciana Santos. Na Secretaria de Mulheres, o nome mais forte é o da deputada Iriny Lopes (PT-ES).

 

Isabella Teixeira deve continuar no comando do Meio Ambiente e outras quatro mulheres já foram confirmadas: Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social), Miriam Belchior (Planejamento), a senadora do PT catarinense Ideli Salvatti (Pesca) e a deputada do PT gaúcho Maria do Rosário (Direitos Humanos). O nome de Rosário agrada o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, porque abre vaga para o primeiro suplente Fernando Marroni, seu aliado.

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