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Dilma tem 'todo direito' de disputar reeleição, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a sucessora dele, Dilma Rousseff (PT), "tem todo o direito" de disputar a reeleição em 2014 e classificou como "uma grande bobagem" as discussões em torno da volta dele ao Planalto depois do primeiro mandato dela.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

03 de novembro de 2010 | 14h57

"Tudo que eu desejo na vida, que eu peço a Deus, é que a Dilma faça as coisas que ela sabe fazer. Não precisa inventar nada. Ela sabe o que tem de ser feito, ela conhece, já sabe, já fez, e ela pode aprimorar, ela vai ouvir a sociedade. Portanto, eu tenho certeza de que se ela fizer tudo o que ela sabe que tem de fazer, ela tem todo o direito de em 2014 ser candidata outra vez", afirmou.

Diante da insistência dos repórteres sobre a possível volta dele em 2014, Lula afirmou: "Quando eu falo rei morto, rei posto, é porque eu acho que quem vai sair do governo como eu vou sair, tem a responsabilidade de pensar e contar até um milhão para voltar algum dia", afirmou.

"Porque chegar ao final do mandato com o reconhecimento, com a aprovação do governo como um todo e com a aprovação pessoal minha, voltar é uma temeridade, porque a expectativa gerada é infinitamente maior. Se tem uma coisa que vocês precisam ter consciência, é que eu entendo um pouco de política, entendo um pouco de sentimento da sociedade", completou Lula, ao lado da presidente eleita, depois de uma reunião a portas fechadas.

Bolinha de papel

Para o presidente Lula, "é muito pequeno, neste momento, estar discutindo 2014". E emendou ironizando o candidato tucano José Serra, sem citar seu nome, ao se referir a ataques de bolinha de papel: "A gente deveria estar discutindo 2011, em 2014 a gente deveria discutir a Copa do Mundo e em 2016, discutir Olimpíadas, e deixar para discutir eleições um pouco mais para a frente, porque senão vai ter uma enxurrada de bolinha de papel batendo na nossa cabeça até 2014 e não queremos isso."

Questionado se já estava saudoso do cargo, Lula reagiu: "Não estou saudoso coisíssima nenhuma". Lula acrescentou que, quando assumiu o governo, sabia exatamente a data em que ele terminaria. "Quando entrei aqui eu sabia que tinha data para entrar e data para sair. Portanto, é igual contrato de aluguel. Eu, dia 31 de dezembro tenho de dar o fora." E quando sair, avisou, vai descansar, sem informar onde.

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