Dilma tem nova rodada de reuniões sobre plebiscito

Após vice afirmar impossibilidade de novas regras para 2014 e recuar a pedido da presidente, petista recebe Renan, ministro e lideranças do partido para discutir consulta popular

Luci Ribeiro , Agência Estado

05 de julho de 2013 | 10h36

A presidente Dilma Rousseff retoma nesta sexta-feira, 5, a agenda focada no plebiscito sobre reforma política, depois de seu vice, Michel Temer (PMDB), tornar evidente a falta de apoio dos partidos da base. Nesta manhã, ela se reúne com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e, em seguida, despacha com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Depois, receberá a coordenação da bancada do PT na Câmara. O plebiscito enfrenta resistências também entre os deputados petistas.

 

Nessa quinta-feira, 4, depois de uma reunião com líderes da base aliada, Temer chegou a afirmar que não havia "condições" de fazer uma consulta popular capaz de aprovar mudanças válidas já para as eleições de 2014. Horas depois, recuou e informou em nota que o governo mantinha a defesa das mudanças para o próximo ano.

 

O vice-presidente procurou enfatizar que os líderes divergem sobre a data do plebiscito, mas não são contrários à consulta popular. O governo federal defende a proposta plebiscitária, um dos cinco pactos propostos por Dilma para responder às demandas vindas das manifestações.

 

Nessa semana, Dilma enviou sugestões dos temas a serem abordados na consulta, mas a redação da proposta cabe ao Congresso. Na Câmara e no Senado, entretanto, há divergências sobre quais temas devem ser colocados em discussão.

 

De acordo com interlocutores, Dilma já sabia da reação contrária, mas quer a continuidade do diálogo. Caso a iniciativa seja enterrada, o governo federal estudaria a possibilidade de apoiar uma proposta de iniciativa popular, a exemplo da apresentada recentemente por movimentos de combate à corrupção.

 

 

Tudo o que sabemos sobre:
plebiscito reforma políticadilma

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.