Dilma: situação sobre segurança pública piorou

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) reconheceu nesta sexta-feira, durante sabatina promovida pelo O Globo, que a situação da segurança no País piorou nos últimos anos. "A situação do Brasil sobre a segurança pública piorou, sim. O crime organizado atua de forma organizada. União atua de forma fragmentada", disse.

CARLA ARAÚJO, Estadão Conteúdo

12 de setembro de 2014 | 11h09

A presidente voltou a defender uma mudança na Constituição para dar mais poder à União na questão de segurança e disse ser a favor da implantação do modelo adotado durante a Copa do Mundo de Centros de Comandos de Controle. "A União tem que se tornar responsável pela segurança pública, porque hoje é dos Estados. Não pode ser assim. Tem de mudar a Constituição. Não podíamos deixar na Copa uma quebra da segurança pública, então o que fizemos? Centro de Comando de Controle. Cada um cuidava da sua própria hierarquia. Conseguimos um trabalho eficaz", disse.

Dilma afirmou que acredita na integração entre as entidades federativas. "Por isso que estamos propondo mudar a Constituição. Criar os Centros de Comando em 27 Estados. Acredito que vamos dar um salto neste sentido: integrando", afirmou, destacando ser importante integrar o cadastro de detentos "Tem um em São Paulo, outro em Minas, outro no Nordeste."

Questionada sobre a promessa de usar drones para ajudar na questão de segurança, Dilma afirmou que "a realidade muda e mudamos com ela". "Nós íamos comprar 12 drones, que é também chamado de vant. Iríamos comprar para a Justiça e para a Defesa", explicou, ressaltando que o Brasil compraria o material de Israel e que o "custo de manutenção era muito alto"."Mudamos para um caminho melhor", explica Dilma, ao justificar que agora os drones estão sendo construídos pela Embraer.

Crise

Dilma afirmou também que teve uma política defensiva economicamente em relação à crise mundial. Questionada se mudaria sua condução da economia ou faria tudo igual em um eventual segundo mandato, Dilma afirmou que esse "tipo de colocação é estagnada". "A gente muda com a realidade. Assumo que tive uma política defensiva em relação a crise", afirmou, durante sabatina promovida pelo jornal O Globo.

Dilma criticou algumas politicas de austeridade, que levaram o mundo a ter a geração "nem-nem", que não tem estudo e nem trabalho. Segundo a presidente, o Brasil soube segurar o emprego. Ela destacou ainda que no G-20 há 100 milhões de desempregados. "Eles calculam que até 2030 serão 600 milhões de desempregados. Estamos enfrentando uma crise que não é só nossa."

A presidente afirmou ainda que acredita que é "grande a possibilidade de crescimento forte no segundo semestre do ano". "Gostaria de dizer o seguinte: é muito difícil falar em tendência. É muito difícil comparar um semestre com outro. As comparação pontuais são grandes armadilhas", disse.

Questionada como lidará com o baixo crescimento do País, Dilma afirmou que no passado quando havia crise o que se fazia era cortar salários e diminuir o ritmo de investimentos. "É impossível um país enfrentar a crise com esse ''modelito''", afirmou, destacando que um país não tem futuro se parar de investir. Ao ser confrontada com o ritmo em queda de investimento, Dilma disse: "imagina se a gente não tivesse se esforçado".

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