Dilma silencia sobre denúncia contra assessores de Lupi

A presidente Dilma Rousseff não quis comentar hoje as denúncias envolvendo assessores diretos do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). Em parada de um dia em Paris, a presidente encontrou-se com a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), almoçou com a comitiva brasileira e visitou um museu.

ANDREI NETTO, Agência Estado

05 de novembro de 2011 | 16h17

Questionada sobre as denúncias, a presidente se limitou a dizer que não havia lido as reportagens sobre o tema - publicadas pelo portal IG e pela revista Veja - e que não falaria a respeito. "No Brasil a gente responde."

De acordo com a revista Veja, existe no Ministério do Trabalho um esquema de extorsão semelhante aos ocorridos no Turismo e no Esporte. Segundo apurou a reportagem, assessores do ministro Carlos Lupi, todos ligados ao PDT (partido que ele preside), são acusados de cobrar propina para liberar pagamentos a ONGs suspeitas de irregularidades.

Paris

A passagem por Paris foi a última etapa da viagem da delegação do Brasil na França, onde a presidente e quatro ministros participaram da reunião de cúpula do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), em Cannes. Hoje pela manhã, Dilma esteve na sede da Unesco para um encontro com a direção da casa, que aprovou em 31 de outubro o ingresso da Palestina como membro permanente da organização.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse ter recebido "um forte apoio do Brasil". "A decisão da Unesco sobre a admissão da Palestina era muito bem-vinda para o Brasil, já que o povo palestino tem o direito (de participar da Unesco)", disse a executiva búlgara. Ainda de acordo com Irina, ela e Dilma não evocaram as necessidades financeiras da instituição, que após o ingresso da Palestina perderá mais de 20% de seu orçamento custeado pelos Estados Unidos, que não apoiam a decisão. Questionada se o Brasil estaria disposto a aumentar sua contribuição, a búlgara foi breve: "Não falamos sobre o assunto".

Ao deixar a Unesco, Dilma almoçou no restaurante Le Violon d''Ingres com parte dos membros de sua comitiva - também formada pelos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, da Comunicação Social, Helena Chagas, e do assessor especial para Relações Internacionais, Marco Aurélio Garcia. À tarde, visitou a exposição Fra Angelico et les Maitres de la lumière, no Museu Jacquemart-André - o mesmo que já havia visitado em 2010, quando era candidata.

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