Dilma: Serra está 'desesperado' e quer ganhar no tapetão

A candidata da PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que a campanha de seu adversário José Serra (PSDB) está "desesperada porque a cada dia que passa perde o apoio do povo brasileiro" e afirmou que o concorrente quer ganhar a disputa eleitoral no tapetão. As declarações foram dadas hoje, durante breve pronunciamento à imprensa no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, depois de gravar programa eleitoral e antes de embarcar para Foz do Iguaçu.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

02 de setembro de 2010 | 19h33

"As acusações que eles fazem são falsas, levianas e não têm sustentação jurídica", disse ela, referindo-se à atribuição pelos tucanos da violação de sigilos fiscais ao PT. "Ao tentar responsabilizar minha campanha por fatos ocorridos em setembro de 2009, quando não havia nem campanha nem pré-campanha, nem candidatura, nem pré-candidatura, o que eles querem é virar a mesa da democracia", afirmou.

Dilma avisou que o PT moverá ações judiciais contra Serra por uso de fato inverídico com finalidade eleitoral e crime contra a honra, e enviará representação à Procuradoria-Geral da República contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, por calúnia, injúria e difamação. "Num processo democrático pode-se até perder uma eleição, mas não se pode perder a dignidade e começar a assacar contra pessoas e instituições", prosseguiu Dilma, para afirmar que "nem o povo brasileiro e nem a história do Brasil perdoam quem age dessa maneira".

Na entrevista coletiva que se seguiu à declaração, a candidata do PT afirmou que, mais do que ninguém, quer a apuração rigorosa e rápida do caso da violação dos sigilos fiscais. "É do meu interesse que se acabe com esses factoides sistemáticos que são levantados contra mim", prosseguiu, dizendo ter certeza que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigirá a apuração dos vazamentos de dados até as últimas consequências, doa a quem doer. "Quem quer que elas (as apurações) fiquem nebulosas é a candidatura adversária, não a minha; a minha quer clareza, quer transparência."

Disputa tucana

Em outra abordagem da violação de sigilos fiscais da Receita Federal ocorrida em setembro do ano passado, Dilma insinuou que o vazamento poderia estar ligado aos adversários. "Que eu saiba, naquele momento havia outro tipo de disputa que não tem a ver com a minha campanha", recordou a petista, numa possível referência ao debate sobre quem seria o candidato, José Serra ou Aécio Neves, que o PSDB escolheria para disputar a Presidência.

Provocada pelos jornalistas a dizer se estava atribuindo a violação aos próprios concorrentes, Dilma desconversou. "Não estou atribuindo a ninguém porque não costumo fazer acusações sem provas", ressalvou.

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