Dilma será a 1ª mulher a abrir assembleia da ONU

A presidente Dilma Rousseff afirmou sentir "muito orgulho" por ser a primeira mulher a abrir a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em cerimônia programada para quarta-feira. Dilma disse hoje, durante seu programa semanal de rádio "Café com a Presidenta", que vai levar ao plenário da ONU temas como a transparência nas ações dos governos, o combate a doenças crônicas, a crise econômica mundial e o papel da mulher no mundo. "O Brasil tem muito a mostrar em cada um desses temas", afirmou.

AE, Agência Estado

19 de setembro de 2011 | 11h26

No programa, que foi ao ar hoje pela manhã, a presidente falou também sobre educação. Dilma afirmou que até 2014 o governo federal cumprirá a promessa de construir 6 mil creches em todo o País. Segundo ela, serão no total 6.427 creches e pré-escolas em 1.465 municípios brasileiros. "O governo federal oferece o dinheiro para a construção do prédio e dá, também, os recursos para manter o primeiro ano de funcionamento da creche. Já a prefeitura deve dar o terreno e assumir a administração da nova unidade escolar", disse.

A presidente explicou que escolha dos municípios que receberão as unidades é feita de acordo com a necessidade de cada região. "Este salto que vamos dar na educação infantil vai ser o mesmo para todos e em todo o Brasil", afirmou. Dilma disse ainda que até o fim de seu mandato cerca de 10 mil quadras esportivas serão construídas ou cobertas nas escolas da rede pública para atender 8 milhões de alunos. "Assim, os alunos podem praticar esportes o ano inteiro, mesmo em dias de chuva, em dias quentes ou muito frios", afirmou. "O esporte é um estímulo para que as crianças permaneçam na escola por mais tempo."

Regional - O governo federal inovou esta semana ao colocar no ar edições do programa Café com a Presidenta destinadas especificamente aos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Na edição paulista, Dilma destacou obras anunciadas na semana passada junto com o governo de São Paulo para a construção de um estaleiro em Araçatuba e a expansão da hidrovia Tietê-Paraná, além da liberação de recursos para o Rodoanel Mário Covas. "O governo federal vai investir mais de R$ 3 bilhões em obras no Estado de São Paulo", disse.

Já no programa destinado aos mineiros, Dilma falou sobre investimentos em transporte público na Grande Belo Horizonte, especialmente no metrô da capital do Estado. "Esta obra é esperada pelos mineiros há 25 anos, e agora nós vamos fazê-la junto com o governo do Estado e com a prefeitura de BH."

De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência da República, os programas regionais não serão fixos, mas poderão ser ampliados para as populações de outros Estados conforme a agenda de Dilma nesses locais.

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