Dilma, segunda mulher mais poderosa do mundo, diz Forbes

A presidente Dilma Rousseff é a segunda mulher mais poderosa do planeta, aponta o ranking anual das 100 mulheres mais poderosas do mundo da revista Forbes, divulgado nesta quarta-feira, 22. No ano passado, Dilma estava na terceira posição, atrás da chanceler alemã, Angela Merkel, em primeiro e que manteve a posição neste ano, e da ex-secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Com a saída de Hillary do primeiro escalão do governo dos Estados Unidos, Hillary caiu para o quinto lugar e abriu espaço para a subida de Dilma à vice-liderança do ranking.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

22 de maio de 2013 | 14h36

Intitulado "The World''s 100 Most Powerful Women", o ranking inclui ainda outras duas brasileiras: a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, que subiu da 20ª para a 18ª posição; e a modelo Gisele Bundchen, que caiu da 83ª posição para 95ª neste ano.

A revista ressalta que Dilma, chamada pela publicação de "ex-revolucionária", "fica no topo da sétima maior economia do mundo" e que "sua ênfase no empreendedorismo inspirou uma geração de ''start-ups''" no Brasil. A Forbes afirma ainda que a atual tarefa da presidente brasileira é "tirar o país dos dois anos de crescimento mais lentos em mais de uma década", em referência às taxas de crescimento brasileiras registradas em 2011 (2,7%) e 2012 (0,9%), seus dois primeiros anos de mandato.

Com relação à presidente da Petrobras, a Forbes ressaltou que, no ano passado a companhia se tornou a "maior empresa do hemisfério sul em vendas (US$ 144 bilhões) e valor de mercado (US$ 120 bilhões)". Nesta semana, no entanto, a consultoria Millward Brown rebaixou o valor da marca Petrobras de US$ 10,5 bilhões para US$ 5,7 bilhões entre 2012 e 2013, passando da primeira para a quarta posição entre as marcas mais valiosas da América Latina.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, caiu da 16ª posição em 2012 para a 26ª neste ano. A revista ressaltou os problemas com a inflação no país e as demonstrações populares de insatisfação contra seu governo para justificar seu novo lugar na lista.

Em primeiro lugar, a chanceler alemã Angela Merkel liderou o ranking em sete das últimas dez edições. Ela é descrita como a pessoa que carrega a "fé no euro em suas costas". A revista ressaltou suas políticas de austeridade fiscal no combate à crise econômica global e os conflitos que ela enfrenta com seus vizinhos europeus com relação a essas políticas.

Segundo a Forbes, a lista deste ano inclui nove chefes de Estado com um PIB combinado de US$ 11,8 trilhões, 24 CEOs que controlam um total de US$ 893 bilhões em receitas e 16 mulheres que iniciaram suas próprias empresas.

"Selecionamos mulheres que vão além da taxonomia tradicional da elite do poder (político e econômico). Essas agentes de mudanças estão realmente transformando nossa ideia de influência e autoridade e, no processo, vão transformando o mundo de maneiras novas e emocionantes", afirmou a revista.

As dez primeiras colocadas no ranking são: 1ª) Angela Merkel, chanceler da Alemanha; 2ª) Dilma Rousseff, presidente do Brasil; 3ª) Melinda Gates, copresidente da Bill & Melinda Gates Foundation (Estados Unidos); 4ª)Michelle Obama, primeira-dama norte-americana; 5ª) Hillary Clinton, filantropia (Estados Unidos); 6ª) Sheryl Sandberg, diretora-executiva do Facebook (Estados Unidos); 7ª) Christine Lagarde, diretora do FMI (França); 8ª) Janet Napolitano, secretária do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos (Estados Unidos); 9ª) Sonia Gandhi, presidente do Congresso Indiano; 10ª) Indra Noovi, CEO da Pepsi (Estados Unidos).

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