DIDA SAMPAIO|ESTADÃO
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Dilma se reúne com Temer pela primeira vez após Cunha acolher impeachment

O primeiro encontro entre a presidente da República e seu vice, após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), deflagrar o processo de impeachment, alterou a agenda de Temer, que deveria seguir ainda nesta manhã para São Paulo

Gustavo Porto e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2015 | 10h39

Brasília - Após encontro com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, a presidente Dilma Rousseff se reúne, no Palácio do Planalto, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), segundo informações apuradas pelo Broadcast. O primeiro encontro entre a presidente da República e seu vice, após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), deflagrar o processo de impeachment, alterou a agenda de Temer, que deveria seguir ainda nesta manhã para São Paulo.

Pela previsão da agenda, o vice-presidente deve seguir nesta quinta-feira para São Paulo. Não há a previsão de compromissos públicos até o final de semana. Na segunda-feira, Michel Temer tem uma palestra prevista na Fecomércio e, à noite, a cerimônia de entrega do prêmio do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) comandado por João Dória Júnior, pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB. O evento será no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Um dia após ver aceita a abertura do impeachment, a bolsa de valores de São Paulo e as ações das estatais dispararam e  a presidente Dilma Rousseff já trabalha desde cedo. Ainda não há previsão de Dilma participar da reunião com deputados da base aliada, prevista para acontecer às 10h30, também no Planalto, com os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini. A informação, até o momento, é de que caberá a Wagner e Ricardo tocar o encontro com os parlamentares aliados.

A avaliação de interlocutores do Planalto é de que a deflagração do processo de impeachment evidenciou posições distintas entre Dilma e Cunha e liberou a presidente das ameaças e das chantagens do presidente da Câmara. O esforço agora é para reaglutinar a base e garantir que o processo não avance.

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