Fabio Motta/Estadão
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Dilma se reúne com pastor Everaldo e tenta reintegrar PSC à base

A petista reuniu-se com o presidente da legenda, Pastor Everaldo, na última quarta-feira, 9, no Palácio do Planalto para 'quebrar o gelo'

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2015 | 17h42

Brasília - A presidente Dilma Rousseff está tentando reintegrar o PSC à combalida base de seu governo. A petista reuniu-se com o presidente da legenda, Pastor Everaldo, na última quarta-feira, 9, no Palácio do Planalto para "quebrar o gelo", segundo relatos de participantes do encontro. O partido chegou a dar sustentação ao primeiro governo Dilma.

Everaldo foi adversário de Dilma na disputa pela Presidência da República no ano passado e estava mais ligado a outro candidato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Na semana passada, o Pastor Everaldo encontrou-se com assessor especial da petista Giles Azevedo. Na terça-feira, o encontro foi com a própria presidente e durou 40 minutos. Além dos dois, participaram Giles e o líder do PSC na Câmara, André Moura (SE).

A reunião serviu para um distensionamento entre os dois. A conversa começou acerca dos netos de Dilma e Everaldo, mas contemplou também a crise econômica. Tanto Everaldo quanto Moura se posicionaram contra aumento de impostos. O pastor sugeriu a venda de ativos e o enxugamento da máquina.

De acordo com Moura, não houve oferta de cargos, mas a petista os chamou claramente para reintegrar a base. "Ela pediu para a gente se reaproximar do governo, para voltar a fazer parte  base. Já fomos base no primeiro governo. Ela pediu para ajudar na Câmara, principalmente", afirmou o líder, que negou reaproximação. Moura, que é relator da reforma tributária e subrelator da CPI da Petrobrás, participou hoje do lançamento do movimento suprapartidário pelo impeachment de Dilma.

"Estamos fora da base. Votaremos a favor do Brasil", disse o Pastor Everaldo.

Em agosto, Dilma sinalizou aos líderes da base que se aproximaria dos partidos e suas bancadas no Congresso, minimizando as constantes críticas ao encastelamento da presidente. 

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