Dilma se reúne com Jader Barbalho em Belém

PT vai estar na chapa do filho de senador, também do PMDB, na disputa pelo governo do Estado; partidos devem formalizar alianças também no DF, Amazonas e Sergipe

João Domingos, enviado especial

20 de março de 2014 | 11h25

Belém - Por cerca de uma hora, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se na manhã desta quinta-feira, 20, em Belém com o senador Jader Barbalho e com o filho dele, Helder Barbalho, que será candidato a governador do Pará pelo PMDB numa dobradinha com o PT. "A reunião foi muito boa, muito construtiva", disse Jader, que já foi governador do Pará. O encontro ocorreu no Hotel Hilton, onde Dilma pernoitou de quarta para quinta-feira. Em seguida, Dilma anunciou R$ 315 milhões para obras de mobilidade no Estado.

"Temos tudo para vencer no primeiro turno", acrescentou Helder, também muito animado com a coligação. Jader e Helder foram recebidos no hall do hotel pelo chefe do cerimonial do Palácio do Planalto, embaixador Renato Mosca. Eles conversaram por cerca de 15 minutos. Depois, tomaram o elevador e se dirigiram para a reunião com Dilma. O Pará é governado por Simão Jatene, do PSDB, que em 2010 venceu a petista Ana Júlia Carepa. O PT tenta retomar ao governo do Estado por intermédio do PMDB.

A aliança dos petistas com Jader Barbalho e o filho, Helder, começou a ser costurada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio do ano passado. Numa visita que fez a Belém, Lula comunicou ao PT local que era necessário fechar a aliança com os Barbalho. A ala de Ana Júlia não concordou. Mas, de acordo com informações do próprio PT, a proposta de aliança com Jader e Helder sairá vitoriosa do encontro dos petistas.

No mês passado, o presidente do PT, Rui Falcão, viajou para Belém e deu novo passo na consolidação da aliança com o PMDB. Por enquanto, os dois partidos estão quase fechados no Pará, Amazonas, Distrito Federal e Sergipe.

Sem partido. Em seu discurso durante anúncio de recursos, Dilma reafirmou que o governo federal não faz distinção entre governadores e prefeitos de acordo com seus partidos políticos. "O governo federal, desde o presidente Lula, nós jamais em tempo algum olhamos para que partido político ou em que agremiação religiosa ou em que clube futebolístico estava o governador e o prefeito. Jamais fizemos isso", disse.

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