Dilma se rende ao pragmatismo para melhorar economia

ANÁLISE: Marcelo de Moraes

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2014 | 02h02

Em busca de melhores resultados para a economia, a presidente Dilma Rousseff foi buscar sua nova equipe econômica aonde ninguém imaginava. Em vez de atrair economistas ligados à esquerda ou com alguma afinidade com seu partido, o PT, a presidente optou pelo economista Joaquim Levy, nome querido pelo mercado, para comandar o Ministério da Fazenda no seu segundo mandato no Planalto.

Se criticou na campanha a possibilidade de banqueiros ou políticos ligados ao mercado financeiro assumirem a equipe econômica, caso seus adversários fossem eleitos, Dilma surpreendeu a todos com o pragmatismo que norteou sua escolha. Poderia ter sido até mais impactante se o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, tivesse aceito o convite que lhe foi feito por Dilma.

Plano B, Levy, que também era do Bradesco, já passou pela experiência de servir a um governo petista. Embora muito próximo do ex-presidente do Banco Central e guru tucano Armínio Fraga, Levy foi secretário do Tesouro durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar desse atenuante, Levy é visto pelos especialistas como um economista liberal, especialista em cortar gastos, fechar o cofre e dizer não a quem pede mais recursos. Com esse perfil, não foi a toa que até os petistas se irritaram com a escolha.

A verdade é que a presidente sabe que não pode repetir os medíocres números de crescimento que o País apresentou na sua primeira gestão. Ironicamente, foi buscar justamente a solução que tanto questionou na campanha.

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